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Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o Presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica. Informo também que não tenho conhecimento sobre nenhuma visita do Presidente ao nosso Estado.
Fico muito feliz em ter dado uma modesta contribuição para essa virada espetacular no segundo turno das eleições presidenciais, garantindo a nossa democracia, a nossa soberania e os direitos sociais do nosso povo.
Mais uma vez o Piauí foi o estado em que o Presidente Lula teve o seu maior percentual de votos. Foi o único Estado do Brasil que não elegeu nenhum deputado do PL. Foi o Estado do Brasil que teve o maior percentual de votos para o seu Governador. E o Estado do Piauí elegeu todos os senadores aliados ao Presidente Lula, bem como 9 dos 10 deputados federais e 27 dos 30 deputados estaduais.
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Lula venceu com um mandato claro: melhorar a vida do mais pobre, hoje e no futuro. Em essência, é essa a sua mensagem.
Esse mandato não diz nada sobre qual deve ser o tamanho do estado na economia, sobre a existência ou não de uma política industrial dirigista ou sobre quão aberto ou fechado o Brasil deve estar pro mundo. Em cada um desses temas, a pergunta que norteia a decsião deveraia ser a mesma:
o que melhora a vida do mais pobre hoje e no futuro?
Me causa estranheza ver gente da esquerda que interdita o o debate ao questionar o como e se esquecer do por que. Se uma medida que diminui o tamanho do estado melhora a vida do mais pobre, por que rejeitá-la? Se uma medida que aumenta o tamanho do estado piora a vida do mais pobre, por que abraçá-la?
Essa desconfiança permanente na boa ciência econômica não é exclusividade da esquerda. A ditadura militar, no Brasil, não promoveu apenas um desastre humanitário, mas também, econômico, ao apostar em um modelo de desenvolvimento que culminou em concentração de renda, endividamento externo e uma grave crise nos anos 1980.
Hoje, parte da esquerda recicla essas ideias e parece se esquecer do que realmente deveria importar.
A eleição mal acabou e já tem gente do mercado e da grande mídia querendo arrancar anúncios de ajuste fiscal e cortes em direitos sociais.
O presidente Lula foi reeleito graças a uma ampla mobilização de ruas e redes que reivindicou mais direitos e justiça social, incompatível com qualquer medida fiscalista, pelo contrário: o programa da Faria Lima e dos adeptos do tesouraço foi derrotado pelo povo.
De nossa parte, seguirá a luta pela revogação do arcabouço fiscal, pela taxação dos bilionários, por mais justiça tributária e financiamento adequado às áreas e programas sociais. Esse é o único caminho para a governabilidade que queremos construir!
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Sem plano de controle do gasto público, ciclo de corte de juros acaba este ano, diz Mansueto Almeida oglobo.globo.com/economia/no…
Coisa linda.
Eleições em Israel: Bloco de Netanyahu não conquista maioria no Parlamento
cnnbrasil.com.br/internacion…
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É extremamente cansativo ser economista no Brasil. Pessoal fala de valorizar as ciências, conhecimento acadêmico, mas quando chega na economia ninguém tem vergonha de compartilhar ou apoiar os maiores absurdos
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Lula deve repetir com Fonteles gesto que teve com Palocci, caso o convide para Fazenda
www1.folha.uol.com.br/coluna…
Não reflete na totalidade, mas há uma probabilidade relevante que seja algo pelo menos suficientemente próximo, o bastante para induzir a severas consequências se alguém não puxar do outro lado no cabo de guerra.
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Uma renúncia de Fonteles pra assumir a Fazenda seria maluquice, mas enquanto brasileiro eu fecharia esse negócio.
A renúncia é problema do Piauí. O pior emprego do mundo seria problema dele. Em minha parte nesse assunto, acho que poucos brasileiros são tão preparados pro cargo.
Todos economistas e demais cientistas sociais à esquerda, centro ou direita moderada com uma visão ortodoxa na economia poderiam pressionar até onde puder pro governo Lula adotar uma agenda pró ajuste.
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Há quase um ano, Rafael Fonteles veio ao Market Makers falar de conta pública.
Agora ele é um dos cotados para a Fazenda e o nosso episódio foi de 11 mil views para 15 mil views.
Vale relembrar algumas falas dele sobre o que cortaria nas contas do país e quando faria isso. Segue.
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Cotado para Fazenda, Fonteles se formou em matemática com notas 10 em todas as disciplinas
www1.folha.uol.com.br/coluna…
O povo tem que entender que pesquisa dá apenas uma foto não nessariamente nítida do estado de coisas ao longo do período que ela é feita.
Previsão vai muito além disso e é muito mais difícil de se fazer.
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Eu sou apaixonado por economia, estou fazendo um estudo da gestão do Fonteles no Piauí. Quando vocês entenderem que Economia é magia em larga escala vocês todos vão querer cursar. Ver política econômica dando certo é milagroso, me causa "tears of joy". Eu nasci para isso. Me dêem a oportunidade, um dia, de governar o Rio de Janeiro. Só isso. Eu farei dessa cidade a capital das Américas.
Não há trade-off relevante entre desemprego e inflação no longo prazo para níveis de inflação baixo ou intermediário.
Já para níveis altos, há sim trade off, mas no sentido inverso. Inflação muito alta leva a aumento do desemprego.
Questione a um ' nacionalista à esquerda' médio a opinião dele sobre o meio ambiente, sobre violência policial, sobre a representatividade de minorias etc e verá que talvez não seja tão diferente da direita conservadora ou reacionária em muitos aspectos.
Tem todo o direito de não confiar, mas se mais gente — o que inclui não petistas — tivesse mais interesse nessas demanda, não precisaria ser necessariamente o PT a se pronunciar.
Se essa demanda não for relevante, então alguém terá que assumi-la ou então deixaremos como está.
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I see in his eyes the fire of that man.
Tem um pessoal de direita que ficou revoltado porque eu disse que Rafael Fonteles tem uma formação tão ortodoxa quanto possível. Teve até um desses gênios do mercado financeiro que chamou ele de heterodoxo.
Essa classificação não tem a ver com conclusões, e sim com a forma de pensar a economia. Fonteles se formou no mestrado em economia matemática do IMPA. No Brasil, não existe formação mais ortodoxa do que essa.
Ele foi treinado pra pensar a economia por meio de modelos matemáticos formais. Teve que comprovar matematicamente a berimboca da parafuseta.
Pra quem não é do meio, considere que o mestrado acadêmico da FGV carioca é tradicionalmente reconhecido como o curso mais duro, matemático, teórico e formal.
O curso do IMPA é basicamente o que os professores mais ortodoxos da FGV gostariam de ensinar se eles não precisassem formar 20 ou 30 alunos por ano. É como se o pessoal do BOPE criasse um curso mais duro pra formar dois ou três oficiais.
Fonteles não foi treinado pra ler os clássicos e fazer interpretações históricas ou reformular a teoria do capital, mas eu tenho certeza que ele consegue entender cada detalhe matemático do modelo de equilíbrio geral que o Banco Central usa pra fixar a taxa de juros.
Existem heterodoxos muito bons e alguns dos melhores ortodoxos se inspiram neles. A questão aqui não é de quem é melhor.
Essas classificações são bem questionáveis, mas se referem principalmente a um modo de pensar a economia, algo que precede até as prescrições de política pública.
Fonteles foi treinado na tropa de elite da ortodoxia mais formal. No contraste com ele, Paulo Guedes parece um comentarista de Celso Furtado.






















