As pesquisas que sustentam as diretrizes internacionais para o tratamento da pneumonia grave representam pacientes de diferentes partes do mundo? Um estudo liderado por pesquisadores do IDOR investigou essa questão.
Os pesquisadores analisaram 115 referências utilizadas nas diretrizes internacionais de 2023. Apenas 5,2% incluíam estudos realizados, ao menos parcialmente, em países de baixa ou média renda. Nenhum estudo foi realizado em um país de baixa renda.
A concentração também aparece entre os participantes: 99,9% eram provenientes de países de alta renda. Apenas 654 pacientes estavam relacionados a estudos realizados em países de baixa e média renda.
A diversidade de gênero e raça/etnia também foi limitada. A participação feminina teve média de 36%, enquanto apenas 15,6% das referências apresentaram informações sobre raça ou etnia dos pacientes.
Para os pesquisadores, ampliar a participação de diferentes populações e regiões na pesquisa clínica é importante para produzir evidências que possam responder a diferentes realidades de saúde. Leia a matéria completa no site do IDOR.
Link: mla.bs/19f071145d
#PesquisaIDOR #Pneumonia #SaúdeGlobal
O Brasil registra quase 40 casos de sarampo em 2026, enquanto as Américas já ultrapassam 50 mil. Entenda a importância da vacinação e por que a doença exige resposta rápida. 🦠 #PesquisaIDOR #Sarampo
Uma pessoa infectada pode transmitir o sarampo para 12 a 18 outras, principalmente para quem não está vacinado. O vírus ainda pode permanecer no ar por até duas horas e ser transmitido antes do surgimento das manchas. ⚠️ #DivulgaçãoCientífica
A hesitação vacinal é um desafio. No Brasil, a cobertura vem caindo desde 2017, com agravamento durante a pandemia de covid-19. Desinformação e movimentos antivacina contribuem para o enfraquecimento da imunização. 💉 #Vacinação #SaúdePública
Em 2025, 92,9% receberam a 1ª dose da vacina contra o sarampo no Brasil, mas apenas 78,3% receberam a 2ª. A meta é 95% para interromper a transmissão. E não basta a média nacional: a cobertura precisa ser homogênea em todas as cidades. 📊 #Imunização
O Brasil também depende da vigilância epidemiológica para identificar cepas e vínculos entre casos. Com a circulação do vírus nas Américas, casos importados podem encontrar populações com lacunas de imunidade e iniciar novas cadeias de transmissão. 🔎
O sucesso da vacinação também pode diminuir a percepção de risco: quando uma doença deixa de fazer parte do cotidiano, a vacinação perde prioridade. Como está sua carteirinha de vacinação? Leia a matéria completa: mla.bs/129f0a094d 🧬
#DivulgaçãoCientífica #Sarampo
🧵 O maior estudo de mundo real sobre câncer de próstata já realizado no Brasil analisou 670.205 pacientes do SUS ao longo de 16 anos (2008 a 2023). Com participação do IDOR, a pesquisa revelou desigualdades raciais importantes no diagnóstico e tratamento. 🇧🇷 #PesquisaIDOR
📊 Os números impressionam. Entre os mais de 670 mil pacientes, 21% já tinham câncer metastático no diagnóstico, quando a doença já havia se espalhado pelo organismo. O dado reforça os desafios da detecção precoce no SUS.
⚠️ A desigualdade racial ficou evidente. Homens pretos e pardos apresentaram frequência significativamente maior de tumores nos estágios III e IV do que homens brancos, indicando barreiras que vão além do acesso ao tratamento.
💊 O estudo também avaliou as terapias. Dos 125.759 pacientes com doença metastática tratados com terapia sistêmica, apenas 17,8% receberam docetaxel, considerado tratamento padrão em diretrizes internacionais.
🚧 Enquanto isso, 25% receberam medicamentos mais antigos, sem benefício comprovado de sobrevida. Terapias mais modernas foram usadas em apenas 1% dos casos, principalmente porque ainda não são amplamente disponibilizadas pelo SUS.
🌎 Publicado na Journal of Global Oncology (JCO), o trabalho é um dos maiores já realizados com dados reais sobre câncer de próstata e pode orientar políticas públicas no Brasil e em países com desafios semelhantes.
📖 Liderado pelo Dr. Daniel Herchenhorn, o estudo reforça que reduzir desigualdades no diagnóstico e ampliar o acesso a tratamentos modernos são passos fundamentais para melhorar o cuidado ao câncer de próstata.
Leia a matéria completa: mla.bs/04232def17
#PesquisaIDOR #Oncologia
Um estudo coordenado pelo IDOR, publicado na NEJM Evidence, analisou quase 50 mil pacientes e revelou que a mortalidade por pneumonia adquirida na comunidade em UTIs de países de renda intermediária, como o Brasil, chega a 37,1%. #PesquisaIDOR #Pneumonia
📊 O cenário é ainda mais preocupante nos casos graves. Entre pacientes que precisaram de auxílio respiratório, a mortalidade alcançou 59,3%, cerca do dobro da observada em países de alta renda, onde gira em torno de 26%. #UTI #SaúdeGlobal
🌍 A revisão reuniu 52 estudos, com 48.707 pacientes, publicados entre 2002 e 2024. O trabalho seguiu rigorosos critérios internacionais e foi registrado no PROSPERO, principal banco de protocolos de revisões sistemáticas. #PesquisaCientífica
👵 Os pesquisadores identificaram fatores associados ao pior prognóstico. A idade média dos pacientes era de 65,4 anos, e idade avançada e necessidade de auxílio respiratório explicaram mais de metade da variação da mortalidade entre os estudos. #MedicinaIntensiva
🔎 Outro achado importante foi a desigualdade na produção científica. A análise incluiu estudos de 18 países, mas nenhum de países de baixa renda atendeu aos critérios metodológicos, evidenciando uma importante lacuna de conhecimento. #Ciência #EquidadeEmSaúde
🏥 Segundo os autores, as diferenças nos desfechos refletem também fatores estruturais, como atraso no acesso à saúde, limitações de recursos, escassez de equipes treinadas e ausência de protocolos padronizados, além da falta de dados sobre vacinação e prevenção.
📖 Os resultados reforçam a necessidade de fortalecer os sistemas de saúde, ampliar o acesso precoce à terapia intensiva e produzir mais evidências em regiões historicamente sub-representadas.
Saiba mais na matéria completa: mla.bs/63e67b6f98
#PesquisaIDOR #DivulgaçãoCientífica #Pneumonia #UTI #MedicinaIntensiva #SaúdeGlobal
🧠 Fio: Coordenado por pesquisadores do IDOR e UFRJ, estudo da Journal of Neurochemistry mostrou que modelos criados a partir de células de pacientes conseguem reproduzir a gravidade da síndrome de #Dravet, uma forma rara de #epilepsia genética. #PesquisaIDOR
🧬 A pesquisa partiu de células colhidas na urina de 3 pacientes com diferentes graus da síndrome, que foram reprogramadas para formar neuroesferas 3D, pequenos modelos do cérebro em desenvolvimento, que permitem estudar a doença de forma personalizada, sem testes em animais.
🔬 As neuroesferas preservaram características biológicas de cada paciente, permitindo que os pesquisadores avaliassem a gravidade da síndrome através do nível de comprometimento em cada paciente, que foi de 31% para o caso leve, 55% para o moderado e 82% para o quadro muito grave.
📊 A equipe analisou as proteínas presentes nas neuroesferas e encontrou 770 proteínas com diferenças significativas entre os pacientes. Quanto mais grave era a síndrome, maiores eram as alterações observadas no funcionamento das células.
⚡ Nos pacientes com sintomas mais leves, as células apresentaram maior atividade em processos ligados à comunicação entre neurônios e à formação de conexões cerebrais. Já no caso mais grave, houve menor produção de energia celular e maior resposta ao estresse celular.
🌎 O estudo também reforça o potencial das Novas Abordagens Metodológicas (NAMs), que utilizam células humanas, organoides e outras tecnologias para reduzir o uso de animais na pesquisa. Essa é uma tendência incentivada pelo FDA e que também avança no Brasil.
💙 Além de ampliar o conhecimento sobre a síndrome de Dravet, os pesquisadores acreditam que essas neuroesferas poderão ajudar na triagem de novos medicamentos e em terapias mais personalizadas.
Saiba mais: mla.bs/9a01a529bb
#PesquisaIDOR #DoençasRaras #CélulasTronco #NAMs
🧬 Fio: Um estudo com participação do IDOR, publicado na Frontiers in Immunology, investigou como a covid-19 pode afetar a fertilidade de homens e mulheres, desencadeando respostas autoimunes capazes de atingir tecidos reprodutivos. #PesquisaIDOR #Covid19
Os pesquisadores analisaram um fenômeno chamado mimetismo molecular: quando partes do vírus se parecem com proteínas do próprio organismo. Nesse caso, a proteína Spike compartilha trechos semelhantes a proteínas envolvidas na produção de espermatozoides. 🔬
Em análises computacionais, a equipe encontrou 245 trechos idênticos entre a proteína Spike e 217 proteínas humanas ligadas à espermatogênese. Isso pode fazer com que anticorpos produzidos contra o vírus reconheçam também proteínas do sistema reprodutor. 🧪
O estudo avaliou amostras de 182 adultos, utilizando sequências de proteínas presentes no vírus e no sistema reprodutor humano. Anticorpos de combate apareceram em 25% dos pacientes com covid aguda e em 21% dos com covid longa, que possuem sintomas meses após a doença.
Um dos achados mais inesperados foi observado em mulheres com covid longa. Nesse grupo, os anticorpos apareceram com maior frequência, levantando a hipótese de que processos autoimunes desencadeados pela infecção também possam afetar tecidos ovarianos. 👩⚕️
💉 Um dado tranquilizador: nenhum dos 131 participantes vacinados apresentou anticorpos contra os fragmentos analisados. Os resultados reforçam que os potenciais riscos observados estão associados à infecção natural, e não à vacinação.
Saiba mais: mla.bs/05648ca8b0
#PesquisaIDOR #DivulgaçãoCientífica #Covid19 #CovidLonga #Imunologia #Fertilidade
🧵 Fio: Um estudo com participação do IDOR, publicado na revista Viruses, mostrou que a ausência de microcefalia ao nascer não elimina o risco de sequelas em crianças expostas ao vírus Zika durante a gestação. #PesquisaIDOR #Zika
👶 A pesquisa acompanhou 2.882 gestantes no Rio de Janeiro. Destas, 33 tiveram infecção por Zika confirmada por RT-PCR ou sorologia, e 31 crianças foram acompanhadas do nascimento até os 30 meses de idade.
📊 Apenas 1 criança (3,2%) nasceu com microcefalia grave. Ainda assim, 36,4% apresentaram atraso no neurodesenvolvimento e 29,1% tiveram alterações em exames de imagem cerebral, como calcificações e redução do volume do cérebro.
🧠 Entre 22 crianças avaliadas neurologicamente entre 18 e 27 meses, 45,4% apresentaram alguma alteração. O atraso na linguagem foi o achado mais frequente, afetando 31,8% delas.
👁️👂 Os impactos também atingiram outros sentidos: 10% das crianças apresentaram alterações oftalmológicas e 8,3% tiveram alterações auditivas, mostrando que os efeitos da infecção vão além da microcefalia.
⚠️ No total, cerca de metade das crianças acompanhadas apresentou alguma alteração neurológica, sensorial ou no desenvolvimento, apesar de a maioria ter nascido com perímetro cefálico considerado normal.
📖 Os resultados reforçam a importância do acompanhamento prolongado de crianças expostas ao vírus Zika durante a gestação, mesmo quando não há sinais aparentes ao nascimento. Leia mais: mla.bs/58db9cd203
#SaúdeMaternoInfantil #Neurodesenvolvimento #DivulgaçãoCientífica
🧵 Fio: Um estudo com participação do IDOR, publicado na Clinical Breast Cancer, confirmou que o regime APT oferece excelentes resultados para pacientes com câncer de mama HER2+ em estágio inicial, mesmo na prática clínica do dia a dia. 💗🔬 #PesquisaIDOR #CâncerDeMama
O regime APT combina paclitaxel e trastuzumabe como tratamento após a cirurgia para reduzir o risco de recorrência do câncer. O protocolo não inclui antraciclinas, quimioterápicos associados a maior risco de toxicidade cardíaca. ❤️
Os pesquisadores analisaram dados de 252 pacientes tratadas entre 2014 e 2018 em 11 hospitais da Bélgica, Itália e Brasil. Todas tinham câncer de mama HER2+ em estágio I e receberam o tratamento fora de protocolos de pesquisa (prática clínica real). 🌍🏥
Após um acompanhamento mediano de 5,8 anos, apenas 13 eventos clínicos relevantes foram registrados, incluindo recorrências, metástases e novos tumores primários. 📊
A taxa de sobrevida livre de doença em cinco anos foi de 95,3%, enquanto a sobrevida global chegou a 97,9%. Ou seja, praticamente todas as pacientes permaneceram vivas e sem sinais da doença durante o período analisado. 📈✨
Como o estudo utilizou dados do mundo real, os resultados refletem pacientes atendidas na rotina dos hospitais, com diferentes idades, condições de saúde e perfis clínicos. Isso aumenta a confiança na eficácia e segurança do protocolo. 👩⚕️🔬
Os achados reforçam o regime APT como um tratamento eficaz e bem tolerado para pacientes com câncer de mama HER2+ inicial e de baixo risco. Leia mais na matéria completa: mla.bs/6b722ffe27 💗🔗
#PesquisaIDOR #DivulgaçãoCientífica #CâncerDeMama #Oncologia #HER2 #Pesquisa
🏥 Fio: Um estudo com participação do IDOR, publicado na Intensive Care Medicine, propõe critérios para identificar pacientes com pneumonia que não melhoram após 72 horas de antibioticoterapia. A condição pode elevar a mortalidade para mais de 40%. #PesquisaIDOR #Pneumonia
A pneumonia é a infecção mais comum nas UTIs. Embora a maioria dos pacientes responda ao tratamento em até 72 horas, entre 15% e 30% dos casos graves adquiridos na comunidade não apresentam melhora. Em pneumonias hospitalares, a taxa pode chegar a 45%. 📊🏥
Os autores propõem uma definição padronizada para a chamada "pneumonia não responsiva". Os sinais incluem febre persistente, piora da oxigenação e níveis elevados de marcadores inflamatórios, como proteína C reativa e procalcitonina. 🌡️🧪
Nem sempre o problema é apenas o antibiótico. Bactérias resistentes, complicações como empiema e até doenças que imitam pneumonia, como insuficiência cardíaca ou embolia pulmonar, podem explicar a falta de melhora. 🔬⚠️
Para investigar esses casos, a revisão recomenda uma reavaliação estruturada. Tomografia computadorizada de tórax, exames laboratoriais e broncoscopia com lavado broncoalveolar podem ajudar a identificar a verdadeira causa do problema. 🖥️
O estudo destaca que ajustar o tratamento exige equilíbrio entre evidências científicas e avaliação individual do paciente. Entenda como médicos podem agir diante desse desafio na matéria completa. 👇
🔗 mla.bs/342a32a0b8
🧠 Um estudo com participação do IDOR, publicado na Frontiers in Neuroendocrinology, analisou como a atividade física pode ajudar na prevenção do Alzheimer e como esses efeitos variam entre homens e mulheres. #PesquisaIDOR #Alzheimer
📊 O Alzheimer é a principal causa de demência no mundo, responsável por até 80% dos casos. Mais de 55 milhões de pessoas vivem com demência hoje, com projeção de 139 milhões até 2050.
🏃♀️🏃 Até 40% dos casos podem estar ligados a fatores modificáveis, como sedentarismo. Por isso, o exercício físico aparece como uma das estratégias mais promissoras de prevenção do declínio cognitivo.
👩 Mulheres representam cerca de 2/3 dos casos de Alzheimer nos EUA, mas estudos mostram que elas podem ter ganhos cognitivos mais intensos do que homens realizando exercício aeróbico na mesma intensidade.
🧬 O exercício ativa moléculas como BDNF e irisina, que protegem o cérebro, estimulam plasticidade neural e ajudam na eliminação de beta-amiloide. Esses efeitos podem variar conforme o sexo biológico.
🔬 O estudo defende protocolos de exercício personalizados por sexo, especialmente para mulheres na pós-menopausa, como estratégia de medicina de precisão contra o declínio cognitivo.
👉 Leia a matéria completa: mla.bs/b95ae0cda7
Fio: Um estudo com participação do IDOR, publicado na Frontiers in Immunology, revelou uma assinatura genética que pode ajudar a diagnosticar a uveíte não infecciosa, uma inflamação ocular responsável por até 25% dos casos de cegueira no mundo. 👁️🧬 #PesquisaIDOR #Uveíte
A uveíte afeta mais de 2 milhões de pessoas globalmente e pode surgir apenas nos olhos ou como manifestação de doenças sistêmicas, como a doença de Behçet e a sarcoidose. Os mecanismos que causam essa inflamação ainda não são totalmente compreendidos. 🔬
Os pesquisadores analisaram dados genéticos de 251 pessoas: 169 pacientes com uveíte não infecciosa e 82 indivíduos saudáveis. Entre os pacientes, 56 tinham a forma isolada da doença e 113 apresentavam formas associadas a outras condições médicas. 📊
Os resultados mostraram que a maioria das alterações genéticas observadas está ligada ao interferon, proteína que coordena respostas do sistema imunológico. Na uveíte isolada, 81% dos genes alterados se associavam a ele, e na forma sistêmica, esse percentual chegou a 78%. 🧬
Apesar da influência do interferon em ambos os grupos, as assinaturas genéticas eram bastante diferentes. Apenas três genes apareceram em comum entre as duas formas da doença, indicando que elas podem seguir mecanismos biológicos distintos. ⚙️
O estudo também encontrou diferenças entre homens e mulheres. Entre os genes capazes de prever a presença da doença, cerca de 73% apresentaram comportamento diferente em mulheres, sugerindo que o sexo pode influenciar a evolução da uveíte. 👩👨
Os pesquisadores identificaram ainda a via JAK-STAT como possível alvo terapêutico para casos resistentes aos tratamentos atuais. Os achados podem contribuir para diagnósticos mais precisos e terapias personalizadas no futuro. 💡
Leia a matéria completa: mla.bs/38dc6a1c30
Fio: Um estudo com participação do IDOR, publicado na Frontiers in Immunology, revelou uma assinatura genética que pode ajudar a diagnosticar a uveíte não infecciosa, uma inflamação ocular responsável por até 25% dos casos de cegueira no mundo. 👁️🧬 #PesquisaIDOR #Uveíte
A uveíte afeta mais de 2 milhões de pessoas globalmente e pode surgir apenas nos olhos ou como manifestação de doenças sistêmicas, como a doença de Behçet e a sarcoidose. Os mecanismos que causam essa inflamação ainda não são totalmente compreendidos. 🔬
Os pesquisadores analisaram dados genéticos de 251 pessoas: 169 pacientes com uveíte não infecciosa e 82 indivíduos saudáveis. Entre os pacientes, 56 tinham a forma isolada da doença e 113 apresentavam formas associadas a outras condições médicas. 📊
Os resultados mostraram que a maioria das alterações genéticas observadas está ligada ao interferon, proteína que coordena respostas do sistema imunológico. Na uveíte isolada, 81% dos genes alterados se associavam a ele, e na forma sistêmica, esse percentual chegou a 78%. 🧬
Apesar da influência do interferon em ambos os grupos, as assinaturas genéticas eram bastante diferentes. Apenas três genes apareceram em comum entre as duas formas da doença, indicando que elas podem seguir mecanismos biológicos distintos. ⚙️
O estudo também encontrou diferenças entre homens e mulheres. Entre os genes capazes de prever a presença da doença, cerca de 73% apresentaram comportamento diferente em mulheres, sugerindo que o sexo pode influenciar a evolução da uveíte. 👩👨
Os pesquisadores identificaram ainda a via JAK-STAT como possível alvo terapêutico para casos resistentes aos tratamentos atuais. Os achados podem contribuir para diagnósticos mais precisos e terapias personalizadas no futuro. 💡
Leia a matéria completa: mla.bs/38dc6a1c30
🧵 Um estudo com participação do IDOR, publicado na revista Viruses, reforça que a infecção pelo vírus Zika na gestação pode ir além da microcefalia e causar alterações neurológicas e sensoriais mesmo em bebês sem sinais de malformação ao nascer. #PesquisaIDOR #ZikaVirus
📊 A pesquisa analisou dados de 7.870 gestantes no Rio de Janeiro, entre 2015 e 2018. Destas, 2.269 tiveram infecção por Zika confirmada por RT-PCR, enquanto 5.601 não foram infectadas.
⚠️ Os resultados mostram que a infecção aumentou em 2,46 vezes a chance de malformações no sistema nervoso central dos bebês. O risco foi maior quando a infecção ocorreu no primeiro trimestre da gestação.
🧠 Entre gestantes infectadas no início da gravidez, 5,5% tiveram bebês com alterações neurológicas, contra 1,5% no segundo trimestre e apenas 0,79% no terceiro. Este último resultado estava, inclusive, próximo ao risco do grupo sem infecção.
👶 Mesmo sem microcefalia, recém-nascidos expostos apresentaram alterações importantes: 74,3% tinham calcificações intracranianas e 65,7% ventriculomegalia, indicando impacto direto no desenvolvimento cerebral.
👁️👂 Também foram observadas alterações sensoriais: 55,5% dos bebês apresentaram problemas oftalmológicos e 33,3% alterações auditivas, reforçando o caráter sistêmico da infecção congênita.
🔎 O estudo destaca a importância do monitoramento contínuo de crianças expostas ao Zika, já que alterações podem surgir ao longo do desenvolvimento mesmo sem sinais ao nascimento. Leia mais: mla.bs/b2838b68e2
#SaúdeMaternoInfantil #Virologia #PesquisaIDOR
Fio: Um estudo com participação do IDOR, publicado na Diagnostics, investigou se testes genéticos de risco para câncer de mama desenvolvidos com dados de mulheres europeias são adequados para avaliar o risco em mulheres brasileiras, marcadas pela miscigenação. #PesquisaIDOR #CâncerDeMama
O foco foi o chamado risco poligênico: a soma de centenas ou milhares de pequenas variações genéticas que, juntas, podem aumentar as chances de desenvolver câncer de mama. 👩⚕️🔬
Para avaliar isso, pesquisadores analisaram dados genéticos de 15.490 brasileiros, incluindo 6.362 mulheres com histórico de câncer de mama. O estudo comparou diferentes modelos de escore de risco genético. 📊
Os resultados mostraram que a miscigenação brasileira realmente influencia o desempenho dos testes genéticos. Alguns modelos tiveram resultados diferentes do que os observados em populações europeias. 🌎
Porém, um dos modelos avaliados, o PRS3820, manteve boa capacidade de identificar mulheres com maior risco da doença, independentemente de terem ancestralidade predominantemente europeia, africana ou asiática. ✅
O estudo também mostrou que é possível calcular esses escores usando sequenciamento de exoma combinado com técnicas estatísticas, uma alternativa mais acessível do que sequenciar todo o genoma. 💻🧬
Os resultados fortalecem a medicina de precisão no Brasil e podem ajudar a identificar mulheres de maior risco antes do aparecimento da doença.
Leia mais: mla.bs/203c94cbee
#PesquisaIDOR #MedicinaDePrecisão #Genética #Oncologia #DivulgaçãoCientífica
O IDOR participou da 78ª Reunião Anual da SBPC, um dos principais encontros da ciência brasileira.
Ao longo da semana, nosso estande recebeu estudantes, pesquisadores e profissionais interessados em conhecer mais sobre nossos cursos, pesquisas e iniciativas.
Também promovemos oficinas de Primeiros Socorros e de Extração do DNA do Morango e DNA no Origami, aproximando a ciência da sociedade por meio de atividades práticas.
Seguimos fortalecendo conexões e ampliando o diálogo entre ciência, educação e sociedade.
#IDOR #SBPC #Pesquisa #Ensino
Fio: Um estudo com participação do IDOR, publicado na Cerebrovascular Diseases, analisou como o atendimento ao AVC evoluiu no Brasil entre 2008 e 2022. Os resultados mostram importantes avanços e desigualdades que ainda afetam milhares de pacientes. 🧠🇧🇷 #PesquisaIDOR #AVC
O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no país. Nesses casos, cada minuto conta. Tratamentos rápidos podem reduzir sequelas e salvar vidas, tornando a organização dos serviços de saúde tão importante quanto a tecnologia disponível. ⏱️🏥
A boa notícia é que o número de centros especializados em AVC cresceu de 35 para 246 após a criação de políticas nacionais voltadas para o tema. 📈 Isso representa mais acesso a diagnóstico, tratamento e equipes treinadas em todo o país. #SaúdePública
Para avaliar essa evolução, os pesquisadores utilizaram o Roadmap da World Stroke Organization (WSO), que reúne recomendações baseadas em evidências para o cuidado ao AVC. Foram analisados infraestrutura, equipes e protocolos adotados pelos hospitais. 🔬📋
Apesar dos avanços, os resultados mostram desigualdades importantes: 77% dos centros avaliados estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste. Além disso, muitos serviços especializados permanecem mais acessíveis na rede privada. ⚠️🗺️
Menos da metade dos hospitais possui unidades de AVC estruturadas, e apenas 47% oferecem trombectomia mecânica 24 horas por dia. O estudo aponta que a telemedicina pode ajudar a levar atendimento especializado a regiões com menos recursos. 💻🩺
Os autores concluem que o Brasil avançou muito, mas ainda precisa transformar crescimento em qualidade e promover maior equidade. A expansão da certificação de centros e da telemedicina pode ser decisiva para salvar mais vidas. Saiba mais: [link reduzido] 🧠❤️ #PesquisaIDOR #DivulgaçãoCientífica
A própolis verde brasileira conquistou fama por suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, sendo alvo de diversos estudos científicos ao longo dos anos. Contudo, algumas informações sobre a abrangência de seus benefícios podem induzir a população a negligenciar problemas de saúde graves, como doenças cardíacas.
Um estudo publicado na revista harmaceuticals, com participação do IDOR, avaliou se o extrato padronizado de própolis verde (EPP-AF) poderia melhorar sintomas e capacidade funcional de pacientes com doença coronariana crônica.
Apesar das expectativas, os pesquisadores não encontraram benefícios significativos em comparação ao placebo.
O resultado não diminui o potencial da própolis como aliado da saúde, mas mostra a importância de testar rigorosamente cada hipótese antes de transformar uma substância promissora em recomendação clínica.
Saiba mais na matéria completa: mla.bs/e4511610e6
#PesquisaIDOR #DivulgaçãoCientífica #PrópolisVerde #Cardiologia #SaúdeCardiovascular #MedicinaBaseadaEmEvidências #PesquisaClínica #Ciência #Aterosclerose #DoençaCoronariana
Fio: Um estudo com participação do IDOR, publicado na revista Glial Health Research, investigou como alterações metabólicas podem afetar o
desenvolvimento cerebral e aumentar a vulnerabilidade à esquizofrenia.
O foco foi uma enzima chamada PHGDH, responsável pela produção de D-serina, molécula essencial para ativar receptores NMDA e manter a plasticidade sináptica, processo que permite ao cérebro aprender e se adaptar. ⚡
Utilizando células-tronco embrionárias humanas, os pesquisadores criaram neurônios e astrócitos organizados em neuroesferas 3D, um modelo que simula o cérebro em desenvolvimento.
Quando a PHGDH foi bloqueada, os níveis de D-serina diminuíram e o metabolismo celular foi alterado. Compostos importantes para a comunicação entre neurônios e astrócitos também sofreram mudanças. ⚠️
Os neurônios foram os mais afetados. As células apresentaram maior morte celular, problemas na produção de proteínas ligadas à comunicação neural e redução da capacidade de formar conexões.
Os resultados sugerem que alterações sutis no metabolismo cerebral durante o desenvolvimento podem contribuir para a formação da esquizofrenia e de outros transtornos neuropsiquiátricos.
Leia mais: rededorsaoluiz.com.br/instit…
#Neurociência #Neurodesenvolvimento #DivulgaçãoCientífica #PesquisaIDOR #Esquizofrenia
O conhecimento e a ciência estão em constante evolução.
Após o sucesso da primeira temporada – na qual apresentamos trajetórias inspiradoras e compartilhamos experiências de quem faz parte da história IDOR – chegou a hora de mergulhar no mundo da pesquisa.
A nova temporada do IDOR Podcast vai mostrar como O conhecimento está em constante evolução, e de como a ciência é motor desse processo.
Pesquisadores que atuam na fronteira das novas descobertas vão trazer os desafios e as discussões que estão transformando a saúde e a prática clínica.
Venha desbravar esse universo conosco a partir de 27 de julho!
No IDOR, a ciência nos move, e nós movemos a ciência.
- Por que algumas mulheres continuam apresentando dificuldade para se exercitar anos após o tratamento do câncer de mama? Uma pesquisa do IDOR buscou responder essa pergunta.
- O estudo identificou uma alteração no metaborreflexo muscular, mecanismo
responsável por informar ao cérebro que os músculos estão trabalhando e precisam de maior suporte cardiovascular durante o exercício.
- Durante o exercício, o corpo normalmente aumenta a circulação de sangue para os músculos e ativa mecanismos que ajudam a sustentar a atividade física. Nas pacientes avaliadas, essa resposta foi mais fraca.
- Isso pode ajudar a explicar a fadiga e a menor tolerância ao exercício observadas em parte das mulheres que já concluíram o tratamento contra o câncer de mama.
- Os resultados ampliam a compreensão dos efeitos cardiovasculares tardios do tratamento do câncer de mama e podem orientar futuras estratégias de reabilitação.
Confira o estudo completo no site do IDOR: rededorsaoluiz.com.br/instit…

















