A vitória de Davi contra um Golias de pau-oco
Leonardo Boff
As eleições presidenciais no Brasil foram acompanhadas por muitos países,interessados na preservação da democracia. Pois estamos enfrentando pelo mundo afora uma onda poderosa de autoritarismo, de ascensão da extrema-direita que suscitam fantasmas tenebrosos do tempo do nazifascismo. Somente que hoje de forma muito mais arriscada porque o futuro da própria vida no planeta está exposta à extinção.A irracionalidade humana, na busca desenfreada de poder-dominação, criou para si o princípio de auto-destruição. Quem nos garante que a segurança é total? Ou não realize o devaneio de um chefe de estado tresloucado que venha acionar os mecanismos da “mútua destruição assegurada”? Estes existem. Sabem que vão morrer junto mas não largam o osso, a vontade de poder.
Já o filósofo Thomas Hobbes (1588-1679), teórico do poder de Estado, constatou em seu famoso Leviatã (1651): “Assinalo, como tendência geral de todos os homens, um perpétuo e irrequieto desejo de poder e de mais poder, que cessa apenas com a morte. A razão disso não reside num prazer mais intenso que se espera, mas no fato de que não se pode garantir o poder senão buscando mais poder ainda”. O que Donal Trump está praticando em sua política externa comprova esta afirmação. Seu mestre é O príncipe (1532) de Nicolau Maquiavel (1469-1527), segundo o qual qualquer meio serve para o fim desejado.
Digo tudo isso para conferir relevância às eleições presidenciais no Brasil. O confronto era entre a democracia e a barbárie, entre a coragem do Davi bíblico e a força de um Golias(oculto atrás de Flávio Bolsonaro) que se mostrou ser de pau-oco e seu súcubo,(Flávio) derrotado ,mentiroso, corrupto, covarde e fujão.
Importa reconhecer que o presidente Lula foi o único no mundo que enfrentou o valentão,Trump, que explicitamente declarou que iria submeter todo mundo, não pela diplomacia mas pela força política, econômica e eventualmente militar. Dentro deste perverso propósito megalômano, impôs pesados tarifaços comerciais a quase todos os países, até a seus mais próximos aliados, como os europeus. O Brasil foi, por razões políticas e menos econômicas, foi vítima desta violência irracional.
Praticamente todos se curvaram. Lula nunca se vergou, pois se manteve de pé por mais severos que foram os vendavais. Dialogou olho a olho com o “pretenso imperador do mundo”, Donald Trump.Este não aguentou a irradiação carismática de Lula. Este falava a verdade sem metáforas. Num certo momento, Trump parecia um aluno, inclinado, ouvindo as palavras sábias de um Davi que parecia um Golias de verdade. O que é verdadeiro possui sempre a força invencível de desmascarar o que é falso.
Nas eleições brasileiras surgiram dois fenômenos a serem enfatizados: os movimentos dos jovens e a presença dos idosos que foram votar. Os jovens, a partir da universidade federal de Niterói,sem ter qualquer partido ou liderança por trás, mas movidos pela consciência do que se tratava realmente nestas eleições: ou a regressão a um passado velhista ou o avanço maior para abrir o país à altura dos desafios da nova fase digital da humanidade.
Esse movimento dos jovens contaminou praticamente todo o país: as ruas se encheram de milhares de jovens e de outros defensores da democracia. Os reclamos eram a defesa da democracia,a rejeição da extrema-direita, o “fora Bolsonaro” e o apoio a seu oponente, o presidente Lula.
É minha presunção de que este movimento não terminará com as eleições. Continuará nas ruas de forma sistemática para equilibrar o grande desequilíbrio existente entre o Executivo,Lula, e o parlamento constituído em sua maioria por conservadores e de representantes da extrema-direita.Este movimento pressionará o congresso conservador que, como sabemos, exercerá sua força para inviabilizar os projetos do executivo.Mas o que os conservadores e a extrema-direita mais temem é povo na rua,especialmente jovens, pois tais políticos possuem mais interesses corporativos do que vontade de servir à pátria. Diria, se esse movimento juvenil com outros progressistas se consolidar, irá constituir-se numa nova força histórica, com nova consciência de cidadania e com um outro projeto de Brasil. Isso secundaria a vontade do presidente reeleito que publicamente se dispôs a mudar a forma de governar,com outra base e com um domínio mais completo dos meios digitais e sociais.O virtual se comporá com o real.
Fato notável a ser valorizado foi a quantidade de idosos que foram teclar o seu voto. Era comovedor ver uma senhorinha carregada pelos braços de seus filhos,sendo levada à urna para depositar seu voto. E eram centenas e centenas por todo o país. Todos eles ajudaram no triunfo da democracia e das liberdades ameaçadas.
Como escreveu um eminente filósofo brasileiro Manfredo de Oliveira da UFCE:”A visão democrática emerge da experiência básica de que o outro é meu semelhante de onde decorre a tese da igualdade básica de todos os humanos e a exigência de configurar a vida de tal modo que esta igualdade básica se efetive em relações simétricas em todas as esferas da existência, resistindo a todo tipo de ordenação que impeça ou limite sua efetivação” Temos a esperança de que a experiência brasileira de resistência à dominação imperial ajude a criar este tipo de democracia.
A nova consciência ecológica que cresce à media que as ameaças à vida se tornam inegáveis. Então far-se-á imperativo afirmar a dignidade da Terra (dignitas Terrae)Gaia, super-organismo vivo,que reclama respeito e veneração. Impõe-se, portanto, a ampliação da personalidade jurídica da Terra e aos componentes da Terra como as água, as florestas, as terras ricas, os solos férteis e todos os fatores que garantem a vida. Desta forma, por serem sujeitos de direitos,tornam-se os novos membros da sociedade humana ampliada.
Se quisermos sobreviver juntos, a democracia tem de ser também geocracia, biocracia,um democracia ecológico-social. Em termos viáveis um autêntico ecosocialismo, no seu sentido original (Michael Löwy) que nada tem a ver com o frustrado socialismo soviético.
Para tal perspectiva possível e necessária faz-se mister uma educação ecológica integral para que os humanos aprendam a acolher todos os seres como con-cidadãos, no respeito, na justa relação e na imandade universal como sugeru o Papa Francisco em suas encíclicas Laudato Sì e Fratelli tutti.
O Brasil possui as condições de começar a pôr em marcha esse projeto salvador, dada a presença em seu território de tudo o que precisamos para viver.
Por fim, valem as palavras do grande herói mexicano Emilio Zapata:”lute até que a dignidade humana (acrescentaria a Terra) se torne um costume.”
As eleições presidenciais no Brasil foram acompanhadas por muitos países,interessados na preservação da democracia. Pois estamos enfrentando pelo mundo afora uma onda poderosa de autoritarismo, de ascensão da extrema-direita que suscitam fantasmas tenebrosos do tempo do nazifascismo. Somente que hoje de forma muito mais arriscada porque o futuro da própria vida no planeta está exposta à extinção.A irracionalidade humana, na busca desenfreada de poder-dominação, criou para si o princípio de autodestruição. Quem nos garante que a segurança é total? Ou não realize o devaneio de um chefe de estado tresloucado que venha acionar os mecanismos da “mútua destruição assegurada”? Estes existem. Sabem que vão morrer junto mas não largam o osso, a vontade de poder.
Acho estranho que Malu Gaspar não está permanentemente de luto. O seu Bolsonaro covardemente fugiu da justiça sob a proteção de Marco Rubio, como dizem, odeia o Brasil porque foi o único que enfrentou de frente Trump e não consegui ser dobrado. Lula pode se vergar mas nunca se quebra.
Delfin Neto o ministro da Fazenda dos governos militares de 64, disse certa vez: quando falo dos pobres ninguém acredita porque não sou um deles e parece falso. Mas quando Lula fala todos acreditam porque sabem que ele é um deles.Lula bota coração e sinceridade. Para ganhar,sempre dizia,tem que transmitir confiança.O povo logo percebe que ele está do lado deles.
Un Brasile sottomesso (Flávio) o un Brasile sovrano (Lula)?
Leonardo Boff📷
Il dibattito politico tra Lula e Flávio su TV Band domenica scorsa è stato di pessima qualità. Flávio non voleva discutere di problemi, ma solo, con l'atteggiamento di un bambino, destabilizzare Lula. Sembrava un intrigo da bar. Lula si è svegliato troppo tardi. E ha dovuto subire un'inimmaginabile mancanza di rispetto e civiltà. Saranno le urne a dirlo.
In ogni caso, in queste elezioni del 2026 è in gioco il destino del Brasile. Uno dei candidati alla presidenza, in modo antipatriottico, propone un Brasile sfacciatamente sottomesso agli Stati Uniti di Donald Trump. Ha applaudito all'aumento dei dazi doganali contro la nostra economia. Se dovesse vincere le elezioni, che la disgrazia non accada, ha proposto che tecnici nordamericani aiutino nella fase di transizione dal governo di Lula al suo. In questo modo, l'allineamento con la politica e gli interessi nordamericani sarebbe garantito. Inoltre, consegnerebbe su un piatto d'argento le nostre terre rare e altre risorse di importanza strategica.
Una persona con intenzioni neocoloniali e sottomesse non potrebbe mai candidarsi alla più alta carica della nazione. Se il nostro sistema giudiziario funzionasse davvero, meno per gli interessi delle élite e più per gli interessi collettivi del popolo brasiliano, il posto di questo candidato Flávio Bolsonaro sarebbe in prigione per crimini di corruzione, tradimento e slealtà.
Se questo candidato con tendenze conservatrici e persino fasciste, come suo padre, incarcerato per tentato colpo di stato, venisse eletto, prepariamoci al peggio, soprattutto chi vive in povertà, i lavoratori e i dipendenti pubblici. Università, centri tecnici e di ricerca ne soffrirebbero, vedendo i loro finanziamenti ridotti o eliminati. L’ecologia, le popolazioni indigene, le comunità quilombolas e le donne verrebbero relegate in secondo piano o escluse dall'agenda politica. Per non parlare dell'arte e della libertà di espressione. Torneremmo alla situazione di una colonia, di un paese sottomesso a cui è stata rubata l'identità.
Sconfiggere questo nemico della patria e il progetto antinazionale che rappresenta è una questione d'onore e un segno d'amore per la patria.
L'altro candidato, proveniente dalle zone più remote del Brasile e sopravvissuto alla fame e alla miseria, si è già preso cura del nostro popolo per ben tre volte, introducendo cambiamenti mai visti prima nel nostro paese, a favore dei più emarginati, con politiche sociali efficaci, al punto da far uscire, secondo le Nazioni Unite, il Brasile dalla mappa dei paesi che soffrono la fame, dopo che il suo predecessore golpista aveva lasciato 33 milioni di persone a morire di fame e a vivere in miseria.
Jair Bolsonaro, durante la sua presidenza, ha smantellato, in ambito culturale, educativo, del lavoro e in altre politiche pubbliche, quasi tutto ciò che era stato conquistato nel corso dei secoli.
Il presidente Lula, suo avversario, si presenta come uno dei protagonisti del multilateralismo e del gruppo dei paesi del Grande Sud che compongono i BRICS. Cosciente della nostra sovranità e dell'importanza strategico-ecologica del nostro paese, è stato, inizialmente, il primo capo di Stato a opporsi all'arroganza di Donald Trump, la cui strategia consiste nel soggiogare altri paesi con minacce economiche e, eventualmente, militari. Lula ha chiarito che “il Brasile non appartiene al cortile di casa di nessun paese”.
Con un senso di equilibrio, mantiene relazioni diplomatiche e commerciali con gli Stati Uniti e, contemporaneamente, con la Cina, senza dare alcun segno di sottomissione, ma di sovranità e libertà nel tracciare il percorso brasiliano verso la sua autonomia e il suo sviluppo sostenibile, preservando il più possibile la foresta amazzonica che regola il clima della maggior parte dei paesi. La sua protezione è fondamentale per l'equilibrio ecologico dell'intero pianeta. Lula negozia liberamente con decine di paesi. In ambito internazionale, ha guadagnato sempre più ammirazione per la sua capacità di dialogo e la sua rispettabilità nell'affrontare i problemi dell'umanità.
Non possiamo, in nessun caso, permettere che questa eredità politica e umanitaria vada perduta e che il destino del paese sia consegnato a chi non ama il Brasile e preferirebbe che esso diventasse parte del destino degli Stati Uniti, attualmente messo in discussione a causa del suo inarrestabile processo di declino.
La nostra lotta è quella di rompere con la dipendenza coloniale e neocoloniale da altri centri di potere e di rafforzare le fondamenta di un altro tipo di paese, che accolga con dignità tutti i suoi abitanti e sia aperto, viste le minacce che incombono sul pianeta Terra, alla fame e alla sete del mondo intero. Da qui l'importanza decisiva della rielezione di Lula. Non si tratta soltanto di un problema nazionale, ma di una questione di dimensioni planetarie.
La nostra missione è quella di mantenere viva questa luce, di alimentarla e di non imboccare una strada che ci conduca all'abisso. Sarebbe una tragedia se vincesse il suo avversario, che non farebbe nulla per il popolo brasiliano se non porlo sotto il giogo di una potenza militarmente forte, ma impoverita in termini di umanità, di collaborazione per un destino felice per il pianeta Terra, per i popoli e per il nostro paese. Voterò per Lula 13.
Leonardo Boff scrive per la rivista LIBERTA dell'ICL (revistaliberta.com.br); ha anche scritto il libro: “Brasil: romper com a dependência e refundar o Brasil”, Vozes 2015 (leonardoboff.org).
Não podemos entregar Brasil aos interesses dos EUA que nos querem colonizar.Quem faz continência à bandeira norte-americana voltou as costas ao Brasil.Esperamos que seu filho,miliciano, com processos nas costas chegue à presidência para nossa vergonha e diante do mundo.Ele se mostrou no debate como um moleque face a um Presidente que falou olho a olho com Trump,com Xi Jinping,com Putin,com Macron e com o Papa sempre com grande respeito. E teve que sofrer as macaquices que fazia por trás desavergonhadamente.
As promessas de Flávio são ilusões.Não possuem nenhuma viabilidade.São mentiras em grande.Ademais ele não possui prática nenhuma.Sabemos de uma prática:sabe fazer rachadinhas e ganhar dinheiro sem trabalhar.
"Não devemos reconhecer a derrota sem antes darmos todas as batalhar"diz o Quixote.Todos especial.os jovens são os protagonistas da vitória.
Em momentos de incertezas graves acerca dos candidatos LULAxFLÁVIO o mais ajuizado é escolher quem foi melhor nos 3 governos que fez.Não cabe enfatizar o que Lula fez paras as grandes maiorias. Mostrou que sabe fazer e o mundo o reconheceu. De Bolzonaro não sabemos nada de positivo.O certo é que está metido em crimes e relações com milicianos e com as bets. Suas promessas são ilusórias porque não diz como e a que custo vai realizá-las. Notoriamente mente. Anunciou que o primeiro ato é cortar 250 bilhões. Provavelmente será na saúde,na educação,na pesquisa,na farmácia popular, tudo o que pesará nas costas dos pobres.Seguirá lógica do pai que arrasou o melhor de nosso país. Ele que é levemente mais inteligente piorará ainda mais a situação.
¿Un Brasil subordinado (Flávio) o un Brasil soberano (Lula)?
Leonardo Boff
El debate político entre Lula y Flávio en la televisión Band, el domingo, fue de pésima calidad. Flávio no quería discutir problemas, sino únicamente desestabilizar a Lula, comportándose como un mocoso. Parecía una disputa de bar. Lula reaccionó demasiado tarde. Y tuvo que soportar una inimaginable falta de respeto y de civilidad. Las urnas dirán.
En cualquier caso, en estas elecciones de 2026 está en juego el destino de Brasil. Uno de los candidatos a la Presidencia, de manera antipatriótica, propone un Brasil desvergonzadamente subordinado a los Estados Unidos de Donald Trump. Aplaudió el aumento desmesurado de aranceles contra nuestra economía. En caso de ganar las elecciones —¡que no ocurra semejante desgracia!—, propuso que técnicos estadounidenses colaboraran durante la etapa de transición del gobierno de Lula al suyo. De este modo, quedaría garantizado el alineamiento con la política y los intereses estadounidenses. Además, entregaría en bandeja nuestras tierras ricas en recursos y otras de importancia estratégica.
Una persona con intenciones neocoloniales y entreguistas jamás debería poder presentarse como candidata al cargo más alto de la nación. Si nuestra justicia realmente funcionara menos en favor de los intereses de las élites y más en beneficio de los intereses colectivos del pueblo brasileño, el lugar de este aspirante sería la prisión por delitos de corrupción, de lesa patria y de traición: Flávio Bolsonaro.
Si ese candidato de orientación conservadora e incluso fascista, como su padre, encarcelado por un intento de golpe de Estado, resultara elegido, preparémonos para lo peor, especialmente quienes viven en la pobreza, los obreros y los funcionarios públicos. Sufrirían las universidades, los centros técnicos y de investigación, que verían reducidos o eliminados sus subsidios. La ecología, los pueblos indígenas, las comunidades quilombolas y las mujeres pasarían a ocupar un lugar secundario o quedarían ausentes de la agenda pública. Por no hablar de las artes y de la libertad de expresión. Volveríamos a una situación colonial, la de un país subordinado al que le habrían arrebatado su identidad.
Es una cuestión de honor y una señal de amor a la patria derrotar a este enemigo de la nación y al proyecto antinacional que representa.
El otro candidato, surgido de las regiones más profundas de Brasil y sobreviviente del hambre y de la miseria, ya se ha ocupado de nuestro pueblo en tres oportunidades, introduciendo cambios nunca antes realizados en nuestro país en favor de los más marginados, mediante políticas sociales eficaces hasta el punto de sacar a Brasil, según la ONU, del mapa del hambre, después de que su antecesor golpista dejara a 33 millones de personas padeciendo hambre y viviendo en la miseria.
Este último desmanteló, en los ámbitos cultural, educativo y laboral, así como en otras políticas públicas, casi todo lo que se había conquistado a lo largo de siglos.
El presidente Lula, su adversario, aparece como uno de los protagonistas del multilateralismo y del conjunto de países del Sur Global que integran los BRICS. Consciente de nuestra soberanía y de la importancia estratégica y ecológica de nuestro país, fue, desde el comienzo, el primer jefe de Estado que se opuso a la arrogancia de Donald Trump, cuya estrategia consiste en someter a los demás países mediante amenazas económicas y, eventualmente, militares. Lula dejó claro que «Brasil no cabe en el patio trasero de ningún país».
Con sentido del equilibrio, mantiene relaciones diplomáticas y comerciales con Estados Unidos y, simultáneamente, con China, sin dar ninguna señal de sometimiento, sino de soberanía y libertad para establecer el camino brasileño hacia su autonomía y su desarrollo sostenible, preservando todo lo posible la selva amazónica, que regula el clima de la mayoría de los países. Su protección es fundamental para el equilibrio ecológico de todo el planeta. Negocia libremente con decenas de países. En el escenario internacional ha despertado una admiración cada vez mayor por su capacidad de diálogo y por el respeto que suscitan sus propuestas frente a los problemas de la humanidad.
No podemos permitir, de ninguna manera, que se pierda esta herencia política y humanitaria y que el destino del país sea entregado a alguien que no ama a Brasil y que preferiría que formara parte del destino de Estados Unidos, hoy puesto en cuestión por su imparable proceso de decadencia.
Nuestra lucha consiste en romper con la dependencia colonial y neocolonial respecto de otros centros de poder y fortalecer las bases de otro tipo de país, que acoja con dignidad a todos sus habitantes y que esté abierto, dadas las amenazas que pesan sobre el planeta Tierra, al hambre y la sed de todo el mundo. De ahí la importancia decisiva de la reelección de Lula. No se trata únicamente de un problema nacional, sino de una cuestión de dimensiones planetarias.
Nuestra misión es mantener encendida esa luz, alimentarla y no permitir que recorramos un camino que nos conduzca al abismo. Esa sería la tragedia si venciera su adversario, que nada ha hecho por el pueblo brasileño, salvo colocarlo bajo el yugo de una potencia militarmente poderosísima, pero paupérrima en términos de humanidad y de colaboración para construir un destino feliz para el planeta Tierra, para los pueblos y para nuestro país. Votaré por Lula, 13.
Leonardo Boff escribe para la revista LIBERTA, del ICL (revistaliberta.com.br). Es también autor de Brasil: romper con la dependencia y refundar Brasil, Vozes, 2015 (leonardoboff.org).
Un Brasil subordinado (Flávio) o un Brasil soberano(Lula)?
Leonardo Boff
El debate político entre Lula y Flávio en la televisión Band, el domingo, fue de pésima calidad. Flávio no quería discutir problemas, sino únicamente desestabilizar a Lula, comportándose como un mocoso. Parecía una disputa de bar. Lula reaccionó demasiado tarde. Y tuvo que soportar una inimaginable falta de respeto y de civilidad. Las urnas dirán.
En cualquier caso, en estas elecciones de 2026 está en juego el destino de Brasil. Uno de los candidatos a la Presidencia, de manera antipatriótica, propone un Brasil desvergonzadamente subordinado a los Estados Unidos de Donald Trump. Aplaudió el aumento desmesurado de aranceles contra nuestra economía. En caso de ganar las elecciones —¡que no ocurra semejante desgracia!—, propuso que técnicos estadounidenses colaboraran durante la etapa de transición del gobierno de Lula al suyo. De este modo, quedaría garantizado el alineamiento con la política y los intereses estadounidenses. Además, entregaría en bandeja nuestras tierras ricas en recursos y otras de importancia estratégica.
Una persona con intenciones neocoloniales y entreguistas jamás debería poder presentarse como candidata al cargo más alto de la nación. Si nuestra justicia realmente funcionara menos en favor de los intereses de las élites y más en beneficio de los intereses colectivos del pueblo brasileño, el lugar de este aspirante sería la prisión por delitos de corrupción, de lesa patria y de traición: Flávio Bolsonaro.
Si ese candidato de orientación conservadora e incluso fascista, como su padre, encarcelado por un intento de golpe de Estado, resultara elegido, preparémonos para lo peor, especialmente quienes viven en la pobreza, los obreros y los funcionarios públicos. Sufrirían las universidades, los centros técnicos y de investigación, que verían reducidos o eliminados sus subsidios. La ecología, los pueblos indígenas, las comunidades quilombolas y las mujeres pasarían a ocupar un lugar secundario o quedarían ausentes de la agenda pública. Por no hablar de las artes y de la libertad de expresión. Volveríamos a una situación colonial, la de un país subordinado al que le habrían arrebatado su identidad.
Es una cuestión de honor y una señal de amor a la patria derrotar a este enemigo de la nación y al proyecto antinacional que representa.
El otro candidato, surgido de las regiones más profundas de Brasil y sobreviviente del hambre y de la miseria, ya se ha ocupado de nuestro pueblo en tres oportunidades, introduciendo cambios nunca antes realizados en nuestro país en favor de los más marginados, mediante políticas sociales eficaces hasta el punto de sacar a Brasil, según la ONU, del mapa del hambre, después de que su antecesor golpista dejara a 33 millones de personas padeciendo hambre y viviendo en la miseria.
Este último desmanteló, en los ámbitos cultural, educativo y laboral, así como en otras políticas públicas, casi todo lo que se había conquistado a lo largo de siglos.
El presidente Lula, su adversario, aparece como uno de los protagonistas del multilateralismo y del conjunto de países del Sur Global que integran los BRICS. Consciente de nuestra soberanía y de la importancia estratégica y ecológica de nuestro país, fue, desde el comienzo, el primer jefe de Estado que se opuso a la arrogancia de Donald Trump, cuya estrategia consiste en someter a los demás países mediante amenazas económicas y, eventualmente, militares. Lula dejó claro que «Brasil no cabe en el patio trasero de ningún país».
Con sentido del equilibrio, mantiene relaciones diplomáticas y comerciales con Estados Unidos y, simultáneamente, con China, sin dar ninguna señal de sometimiento, sino de soberanía y libertad para establecer el camino brasileño hacia su autonomía y su desarrollo sostenible, preservando todo lo posible la selva amazónica, que regula el clima de la mayoría de los países. Su protección es fundamental para el equilibrio ecológico de todo el planeta. Negocia libremente con decenas de países. En el escenario internacional ha despertado una admiración cada vez mayor por su capacidad de diálogo y por el respeto que suscitan sus propuestas frente a los problemas de la humanidad.
No podemos permitir, de ninguna manera, que se pierda esta herencia política y humanitaria y que el destino del país sea entregado a alguien que no ama a Brasil y que preferiría que formara parte del destino de Estados Unidos, hoy puesto en cuestión por su imparable proceso de decadencia.
Nuestra lucha consiste en romper con la dependencia colonial y neocolonial respecto de otros centros de poder y fortalecer las bases de otro tipo de país, que acoja con dignidad a todos sus habitantes y que esté abierto, dadas las amenazas que pesan sobre el planeta Tierra, al hambre y la sed de todo el mundo. De ahí la importancia decisiva de la reelección de Lula. No se trata únicamente de un problema nacional, sino de una cuestión de dimensiones planetarias.
Nuestra misión es mantener encendida esa luz, alimentarla y no permitir que recorramos un camino que nos conduzca al abismo. Esa sería la tragedia si venciera su adversario, que nada ha hecho por el pueblo brasileño, salvo colocarlo bajo el yugo de una potencia militarmente poderosísima, pero paupérrima en términos de humanidad y de colaboración para construir un destino feliz para el planeta Tierra, para los pueblos y para nuestro país. Votaré por Lula, 13.
Leonardo Boff escribe para la revista LIBERTA, del ICL (revistaliberta.com.br). Es también autor de Brasil: romper con la dependencia y refundar Brasil, Vozes, 2015 (leonardoboff.org).
Um Brasil subserviente(Flávio) ou um Brasil soberano(Lula)?
Leonardo Boff
O debate político entre Lula e Flávio na TV Band,no domingo, foi de péssima qualidade. Flávio não queria discutir problemas mas apenas, da forma de um moleque, desestabilizar Lula. Parecia uma intriga de botequim. Lula despertou tarde demais. E teve que suportar uma inimaginável falta de respeito e de civilidade. As urnas dirão.
Em todos os casos,nestas eleições de 2026 se joga o destino do Brasil. Um dos candidatos à Presidência, de forma antipatriótica, propõe um Brasil desavergonhadamente subserviente aos Estados Unidos de Donald Trump. Aplaudiu o tarifaço contra nossa economia. Caso ganhasse a eleição, que a desgraça não aconteça, propôs que técnicos norte-americanos ajudassem na fase de transição do governo Lula ao seu. Deste modo, o alinhamento à política e aos interesses norte-americanos estaria garantido. Ademais entregaria de bandeja nossas terras ricas e outras com função estratégicas.
Uma pessoa com intenções neocoloniais e entreguistas jamais poderia apresentar-se como candidato ao mais alto cargo da nação. Se nossa justiça realmente funcionasse menos para os interesses das elites e mais para os coletivos do povo brasileiro, o lugar deste pretendente seria a prisão por crime se corrupção, de lesa-pátria e de traição:Flávio Bolsonaro.
Se esse candidato de viés conservador e até fascista como seu pai, preso por tentativa de golpe, sair eleito, preparemo-nos para o pior, especialmente os submetidos à pobreza, os operários e funcionários públicos. Sofreriam as universidades, os centros técnicos e de pesquisa que veriam seus subsídios encurtados ou anulados.Políticas contra a ecologia,os indígenas, quilombos e mulheres seriam reduzidas Sem falar nas artes e na liberdade de expressão. Voltaríamos à situação de colônia, um país subalternizado, cuja identidade lhe fora sequestrada.
É ponto de honra e sinal de amor à pátria derrotar esse inimigo da pátria, e o projeto antinacional que representa.
O outro candidato, Lula,vindo dos fundões do Brasil e sobrevivente da fome e da miséria, já cuidou de nossa gente por três vezes, introduzindo mudanças, jamais feitas em nossa país, em favor dos mais marginalizados com políticas sociais eficazes a ponto de tirar, segundo a ONU, o Brasil do mapa da fome, pois seu antecessor golpista deixara 33 milhões passando fome e vivendo na miséria.
Desmontou em termos culturais,educacionais e trabalhistas e outras políticas públicas quase tudo o que se havia conquistado durante séculos.
O presidente Lula, contrariamente ao seu opositor, comparece como um dos protagonistas do multilateralismo e do conjunto dos países do Grande Sul que compõe os BRICS. Consciente de nossa soberania e da importância estratégico-ecológica de nosso pais, foi, inicialmente, o primeiro chefe de Estado que se opôs à arrogância de Donald Trump,cuja estratégia consiste em submeter os demais países com ameaças econômicas e eventualmente militares. Lula deixou claro que o “Brasil não cabe como quintal de nenhum país”.
Com senso de equilíbrio sustenta relações diplomáticas e comerciais com os EUA e simultaneamente com a China, sem dar nenhum sinal de submetimento, mas de soberania e de liberdade ao estabelecer o caminho brasileiro rumo à sua autonomia e desenvolvimento sustentável, preservando o mais que pode a floresta da Amazônia que regula os climas da maioria dos países. Sua proteção é fundamental para o equilíbrio ecológico de todo o planeta. Negocia com liberdade com dezenas de países. Na arena internacional granjeou mais e mais admiração por sua capacidade de diálogo e de respeitabilidade face às suas sugestões dos problemas da humanidade.
Não poderemos de forma alguma que essa herança política e humanitária se perca e o destino do país seja entregue a alguém que não ama o Brasil e preferiria que fosse parte do destino dos EUA, hoje posto em discussão por seu processo irrefreável de decadência.
A nossa luta é romper com a dependência colonial e neocolonial de outros centros de poder e de fortalecer a fundação de um outro tipo de país, que albergue a todos os seus habitantes com dignidade e esteja aberto, dadas as ameaças que pesam sobre o planeta Terra, às fomes e sedes do mundo inteiro. Dai a importância decisiva da reeleição de Lula. Não é um problema apenas nacional mas de dimensões planetárias. Nossa missão é manter essa luz acessa, alimentá-la e não permitir que trilhemos um caminho que nos levará a um abismo. Esta seria a tragédia, caso seu opositor vencesse e que nada fez para o povo brasileiro, senão colocá-lo sob a canga de um potência militarmente poderosérrima mas paupérrima em termos de humanidade, de colaboração para um destino feliz para o planeta Terra, para os povos e para o nosso país. Por estas razões votarei em Lula 13.
Se esse candidato de viés conservador e até fascista como seu pai, preso por tentativa de golpe, sair eleito, preparemo-nos para o pior, especialmente os submetidos à pobreza, os operários e funcionários públicos. Sofreriam as universidades, os centros técnicos e de pesquisa que veriam seus subsídios encurtados ou anulados.Políticas contra a ecologia,os indígenas, lombos e mulheres seriam reduzidas Sem falar nas artes e na liberdade de expressão. Voltaríamos à situação de colônia, um país subalternizado, cuja identidade lhe fora sequestrada.
Leonardo Boff escreve para a revista LIBERTA do ICL ; escreveu também: Brasil:romper a dependência e buscar a refundação,Vozes 2015.
O debate político Lula/Flávio foi de baixíssimo nível. Flávio se comportou como um autêntico Bolsonaro: um moleque sem qualquer senso de respeito. O primeiro bloco parecia uma briga de botequim.Flávio não queria discutir nada,apenas desestabilizar Lula.E conseguiu.Só mais tarde Lula se refez.Mas não foi o batedor brilhante que conhecíamos.A lama era pesada demais.Que saudades dos debates civilizados entre Lula e Fernando Henrique ou Serra e Lula.A extrema-direita não cabe no quintal político do Brasil..
Muitos não se dão conta do perigo de eleger o filho do condenado: ele fará pior que seu pai, desmontaria quase tudo que beneficia os necessitados, especialmente o SUS, a Farmácia Popular, o acesso dos pobres à Universidade.Entregaria nossa maior riqueza, as terras ricas e raras em as quais as novas tecnologias não funcionam a começar por nossas baterias. Votemos em LULA 13 para continuar com os benefícios e o desenvolvimento do Brasil.
A organização multitudinária da juventude, aos milhares, nas ruas e nas redes das grandes cidades vai dar a vitória a Lula.Os slogans eram claros: democracia,não à ditadura e não à censura,soberania,o Brasil é nosso,não ao fascismo.O dragão que nos quer devorar vai ser golpeado e vencido por aqueles que lutam pela nossa pátria como Lula. Ele é o escudo contra essa ameaça.
Precisamos reconhecer a relevância das manifestações dos milhares de jovens nas cidades brasileiras.Nenhum partido nem algum líder os convocou.Foram tomados de IRACÚNDIA SAGRADA e gritavam: democracia,liberdade,sem censura, Lula, fora Flávio. Caíu a ficha para eles: com Flávio virá desgraça sobre desgraça pois não mostra nada de atraente e de digno em sua vida. Será para nós e para o mundo uma vergonha sermos governados por alguém amigo de Milicianos e de um super ladrão Vorcaro. Um mentiroso e sem caráter.
Estou seguro de que o bom senso vai triunfar.Quando o povo conhecer e comparar a vida e a "obra" de Flávio com aquela de Lula, que veio da grande tribulação, e chegou a ser nosso Presidente com um olhar de justiça e de amor para com os pobres, o que lhe granjegou reconhecimento internacional, não será difícil a escolha. A mudança de Flávio é como a marcha de um carro: a marcha ré.Terminará num desastre e muito sofrimento injusto para os vulneráveis.
já há tempos que talvez nosso melhor analista de Geopolítica (que vive muitos anos na Eurásia e conhece praticamente tudo de lá) PEPE ESCOBAR denunciou em seu Youtub.a interferência maciça das Big Thecs nas eleições brasileiras e milhões de dólares. Assim fizeram no Peru e na Colômbia.Precisamos esta atentos pois estão querendo alinhar o BR ao Império.
EN PLENA GUERRA.EN UN ISRAELÍ LATE EL CORAZÓN DE UN PALESTINO,
Leonardo Boff
La humanidad parece estar en plena guerra civil, dado el número de frentes de conflicto. Tenemos la impresión de que no sabemos cómo salir de este caos destructivo. Lo cierto es que impera el odio y asistimos al ascenso de una extrema derecha de rasgos fascistoides en diversas partes del mundo. Se producen matanzas colectivas en distintos lugares del planeta, especialmente en la Franja de Gaza, Ucrania e Irán. Estas tragedias entre los seres humanos nos hacen perder todo sentido de ermandad.
A pesar de ello, no han muerto la solidaridad ni el amor, incluso hacia el enemigo. El siguiente relato, ocurrido tiempo atrás, mantiene viva nuestra esperanza de que el ser humano, por cruel que pueda llegar a ser, todavía no ha perdido su humanidad más elemental.
Mazen Julani era un farmacéutico palestino de 32 años, padre de tres hijos. Vivía en la parte árabe de Jerusalén. Mientras tomaba un café con amigos en un bar, fue víctima de un disparo mortal efectuado por un colono judío.
Se trataba de una venganza contra el grupo palestino Hamás, que poco antes había provocado la muerte de numerosas personas en una discoteca mediante un atentado suicida. El proyectil entró por el cuello de Mazen y le destrozó el cerebro. Fue trasladado inmediatamente a un hospital israelí, pero llegó sin vida.
Entonces ocurrió algo sorprendente. El clan de los Julani decidió, allí mismo, en los pasillos del hospital, donar todos los órganos de su hijo fallecido: el corazón, el hígado, los riñones y el páncreas, para ser trasplantados a pacientes israelíes. El jefe del clan aclaró, en nombre de todos, que aquel gesto no tenía ninguna connotación política. Era un acto estrictamente humanitario.
Según la religión musulmana, explicó, todos formamos una única familia humana y todos somos iguales, israelíes y palestinos. No importa a quién se trasplanten los órganos. Lo esencial es que contribuyan a salvar vidas. Por eso, concluyó, los órganos serían destinados a nuestros vecinos israelíes.
Y así fue: se realizó un trasplante de corazón. En el pecho del israelí Yigal Cohen late ahora un corazón palestino, el de Mazen Julani.
La esposa de Mazen tuvo dificultades para explicarle a su hija de cuatro años la muerte de su padre. Simplemente le decía que su papá se había ido de viaje muy lejos y que, cuando regresara, le traería un hermoso regalo.
A quienes se encontraban cerca, les susurró con los ojos llenos de lágrimas: «Dentro de algún tiempo iremos a visitar a Yigal Cohen, en la parte israelí de Jerusalén».
«Yigal Cohen vive con el corazón de mi marido y del padre de mis hijos. Será un gran consuelo para nosotros acercar el oído al pecho de Yigal y escuchar el corazón de aquel que tanto nos amó y que, de alguna manera, todavía sigue latiendo por nosotros».
Y así lo hicieron, de vez en cuando.
A pesar de la violencia criminal de los soldados israelíes, que arrasan casi todo en Gaza y en el sur del Líbano y martirizan a cientos de niños inocentes, nunca se ha perdido por completo ese mínimo de humanidad que puso de manifiesto el jefe de aquel clan palestino y musulmán.
La convicción de que todos somos miembros de una misma familia humana alimenta actitudes de perdón y de solidaridad incondicional. En el fondo, aquí irrumpe lo mejor que llevamos dentro: el amor que da sentido a la vida y que mueve, según Dante Alighieri en la Divina Comedia, el cielo y todas las estrellas. Y yo añadiría que también mueve el corazón del clan Julani, el de la esposa de Mazen y el nuestro.
El hecho de que este gesto haya sido posible alimenta nuestro sueño de que todavía existen hijos e hijas de la Madre Tierra que conservan el corazón, la solidaridad y el amor. Así, ni siquiera una inteligencia artificial autónoma que haya perdido el control será más fuerte que el amor.
Como dicen las Escrituras de ambos Testamentos: más fuerte que la muerte es el amor. En efecto, quien tiene amor lo tiene todo: la vida eterna y a Dios.
Leonardo Boff escribe para la revista LIBERTAdel ICL (revistaliberta.com.br). Es también autor de El principio de compasión y cuidado, Editorial Vozes, 2000 (leonardoboff.org).



