Cada um com seu momento na história do Clube em termos esportivos. Mas, cabe lembrar o contrato de TV (Liga) assinado na Gestão do Landim, trata-se do contrato mais lesivo ao Flamengo já assinado por um mandatário na história do clube!
🚨 Landim acusa Bap de irresponsabilidade financeira, cita bets e sobe tom em reunião do Flamengo
Rodolfo Landim fez duras críticas à gestão de Bap durante reunião do Conselho Deliberativo do Flamengo nesta terça-feira (3).
O ex-presidente questionou a condução financeira do clube, acusou a atual diretoria de má gestão e criticou o uso das casas de apostas como justificativa para os problemas no orçamento de 2026.
O Jornal do Fla teve acesso aos bastidores da reunião e apurou que Landim fez um alerta sobre a situação financeira do Rubro-Negro.
Entre as críticas, o ex-presidente afirmou que o orçamento aprovado não estaria sendo respeitado e classificou o documento como uma “peça decorativa”.
Um dos principais pontos levantados por Landim foi a readequação orçamentária apresentada pela atual diretoria. Na avaliação do ex-presidente, a mudança foi feita em desacordo com o Estatuto do Flamengo, já que a revisão deveria considerar o orçamento trienal do clube.
Landim também questionou os gastos com contratações e a folha salarial. Segundo ele, as despesas com aquisições de jogadores, salários e direitos de imagem estariam acima do previsto, sem que a gestão tivesse buscado uma readequação orçamentária.
O ex-mandatário ainda demonstrou preocupação com a possibilidade de o Flamengo conquistar o Brasileirão. De acordo com Landim, o orçamento considera o segundo lugar na competição e não prevê recursos suficientes para pagar a premiação dos jogadores em caso de título.
“Pelo que eu conheço das premiações nós não vamos ter dinheiro para pagar a premiação dos nossos jogadores pelo título do campeonato brasileiro, porque o orçamento prevê o segundo lugar”, afirmou.
Landim critica dependência das bets e questiona transparência no Flamengo
Outro alvo do discurso foi a justificativa da atual gestão para os problemas financeiros. Landim criticou o que considera uma tentativa de transformar as casas de apostas em “bode expiatório” para explicar as dificuldades do clube.
Na avaliação do ex-presidente, o Flamengo não enfrentava uma situação semelhante havia mais de uma década. Ele também questionou a decisão de não divulgar detalhes do orçamento, justificada pela gestão Bap como uma forma de evitar que o mercado conheça os valores disponíveis.
Landim demonstrou desconfiança em relação ao argumento e citou a declaração do atual presidente sobre a capacidade financeira do clube.
“Isso é difícil de acreditar quando o próprio mandatário vem a público dizer que tem 1 bilhão para gastar”, declarou.
Na sequência, Landim também criticou os gastos, mencionando R$ 400 milhões em um ano e classificando o cenário como absurdo. Ao encerrar a fala, o ex-presidente afirmou: “Agora eu entendo porque quiseram me tirar desse conselho e me calar”.
O discurso foi acompanhado por aplausos na reunião. Bap, por outro lado, não pediu a palavra para responder às críticas.
📷 Buda Mendes/Getty Images | Reprodução
Que texto fantástico!
A papisa disseca o eleitor
Leio na Folha que a juventude brasileira enxergou o futuro. Enxergou e votou. Quem garante é Marilena Chaui, que há meio século enxerga o que ninguém mais vê, com uma constância que nenhuma cartomante do centro velho consegue manter. A cartomante às vezes erra. A professora, quando a realidade desobedece, corrige a realidade.
Segundo ela, os jovens perceberam o perigo e compreenderam o valor estratégico das terras raras. Releio, porque a idade me autoriza a desconfiar dos próprios olhos. Terras raras. O menino que até outubro não sabia a diferença entre juro simples e composto acordou no domingo da eleição versado em neodímio. Meu Deus, que país é este, onde a geologia se aprende na fila da seção eleitoral?
O espantoso não é a frase. É a conversão. Até a véspera, esse mesmo jovem era o grande personagem trágico da sociologia uspiana: o empresário de si mesmo, o alienado de aplicativo, o rapaz que o neoliberalismo havia esvaziado por dentro como abóbora de Halloween. Bastou uma urna para o oco virar oráculo. Nenhum santo de procissão teve milagre tão rápido, e nenhum teve devota tão certa da própria interpretação.
Kołakowski, que passou metade da vida dentro do marxismo e a outra metade fazendo a necropsia dele, avisou que aquilo nunca foi ciência. Era uma igreja com dogma, cisma, mártir e índex. Faltava, no Brasil, a figura que a hierarquia exige. Pois já temos. A papisa fala da cátedra, e o que ela diz da cátedra não admite apelação. Quando decreta que o jovem viu o futuro, não está descrevendo uma pesquisa, está proclamando uma encíclica. O fiel que discordar não está errado, está em pecado. E pecado, nessa liturgia, se chama falsa consciência.
Raymond Aron escreveu um livro inteiro sobre isso nos anos 50 e o chamou de ópio. Não falava de droga. Falava da necessidade que certos intelectuais têm de dar à história um enredo com mocinho, vilão e final feliz garantido em contrato. Para essa gente, o voto nunca é um voto, é um capítulo. O eleitor entra na cabine como cidadão e sai como alegoria, sem ter sido consultado sobre a promoção.
Karl Popper morreria outra vez se tentasse encontrar o resultado eleitoral capaz de desmentir a professora. Não existe. Na vitória da esquerda, a juventude despertou. Na derrota, foi sequestrada pelo pastor, pelo algoritmo, pela dancinha do celular. A tese resiste a qualquer apuração, contanto que alguém com título de emérita a leia em voz alta.
E há Merquior, que tinha o péssimo hábito de ler com atenção o que os colegas publicavam. Em 1981, ele apontou que certas páginas da professora conversavam com Claude Lefort numa intimidade que dispensava as aspas. Ela respondeu que os dois simplesmente pensavam parecido. Quarenta e cinco anos depois, a professora pensa parecido com milhões de eleitores que nunca a leram. Lefort, ao menos, podia escrever uma carta ao jornal. A juventude não tem esse recurso. Precisa que lhe expliquem, por escrito e com bibliografia, por que votou como votou.
Há um detalhe que a encíclica esconde, e foi Roger Scruton quem lhe deu nome. Ele chamava de oicofobia o horror que certos intelectuais sentem pela própria casa: a pátria, o bairro, a família, o vizinho que lava o carro no sábado. A professora reafirmou no ano passado, à mesma Folha, que ainda odeia a classe média. Disse com a serenidade de quem declara alergia a camarão. Pois bem. Pergunte ao jovem que ela agora canoniza que futuro ele enxergou. Não é o fim da mais-valia. É um apartamento de dois quartos, um carro sem prestação atrasada, um filho em escola particular, um churrasco com picanha de verdade. O futuro que o rapaz viu, na urna ou fora dela, tem nome e endereço: é a classe média. A papisa recrutou para a sua procissão um exército de candidatos ao objeto do seu ódio. Se a profecia se cumprir, ela terá ajudado a fabricar, em escala industrial, o burguês que despreza.
Nelson Rodrigues inventou o idiota da objetividade, aquele que só acredita no fato e morre abraçado a ele. A universidade brasileira aperfeiçoou a espécie contrária, o sábio da subjetividade alheia. Ele sabe o que você pensou melhor do que você, e ainda mais depois do resultado. Pergunte a um rapaz de vinte anos por que votou. Ele dirá que foi pelo Bolsa Família, pela gasolina, pela mãe, por raiva do outro candidato, porque a namorada pediu. Tolice. O jovem não sabe nada do jovem. Quem sabe do jovem é a filósofa, que o conhece de nome desde a orelha de um livro de Gramsci. Nelson, que conhecia a juventude de perto e sem ilusão, mandava os moços envelhecerem depressa. A papisa faz o contrário: congela o menino aos vinte anos, no instante exato em que ele lhe serve de prova.
Hayek passou a vida explicando que o conhecimento de uma sociedade está espalhado em milhões de cabeças, em pedaços que nenhum planejador consegue juntar sobre a própria mesa. O feirante sabe do tomate, a enfermeira sabe do plantão, o motoboy sabe qual rua alaga às seis da tarde. Nenhum deles sabe o que a professora sabe. Em compensação, a professora não sabe nada do que eles sabem, e é justamente isso que lhe permite falar em nome de todos com tanta tranquilidade. A ignorância do particular é, nessa escola, a condição do saber universal.
No dicionário que Millôr não chegou a escrever, ideologia seria aquilo que só os outros têm. E consciência, aquilo que os outros só passam a ter quando votam certo.
Ontem à noite um motoboy me entregou uma pizza. Por perversidade de cronista, perguntei o que ele achava das terras raras. Ele olhou o aplicativo, olhou para mim, disse que tinha mais quatro entregas e um pneu careca. Agradeci. Ele subiu na moto, acelerou e saiu na contramão.
O problema @andrizek nem é a vaga na final, mas sim o precedente! Flamengo perdeu 2 finais em 2017 sem poder usar o Diego Alves, em 2020 o Flamengo x Palmeiras com Sub20. Os torcedores de outros times terão tantas outras histórias para contar! Que multem pesadamente os argentinos
Flamengo não aceitou a participação de Rojo antes da partida contra o Estudiantes e isso muda tudo moralmente, para André Rizek.
#Futebol #Flamengo #Estudiantes #Libertadores
O mercado não chora, não ri, ele precifica! Não tem certo ou errado. Respeito a opinião de todos, mas, quer mostrar que está certo? Opera na volatilidade de hoje, skin in the game!
E fica aqui a nota de repúdio ao Bap que cogitou tirar essa diversão pra torcida do Flamengo em pleno Maracanã!
Ótima análise. Sou contra o patrocínio das Bets, assim como contra cigarros, álcool, etc. contudo, deveriam ter copiado o modelo inglês, com transição.
O peito da camisa do Flamengo valia R$ 268,5 milhões por ano. Antes das bets, o mesmo espaço saía por uns R$ 40 milhões.
Na quinta (8), contra o Santos, ele entrou em campo sem a Betano pela primeira vez, porque a MP 1394 tirou as bets do ar e proibiu qualquer propaganda delas. No lugar da marca, um protesto: "Proibir não é proteger".
Os clubes falam em "fim do futebol brasileiro". Fui fazer a conta de quanto desse dinheiro era bolha e de quanto custa rasgar um contrato no meio. Segue o fio.
Mermão não tem absolutamente nada igual essa torcida! Ainda mais na Libertadores, parece que vira uma chave em quem está presente.
🎶 "Mengo é paixão, religião..." 🔴⚫ A festa absurda da torcida do Flamengo após o gol da classificação de Arrascaeta!
#futebol #flamengo #libertadores #ge
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Isso é o que mais me assusta em AÍ. Para quem não tem experiência e nível crítico vai funcionar quase como uma terceirização do raciocínio. Custo alto para o individuo e sociedade.
David Autor é o economista do trabalho mais citado do mundo. MIT. Ele e o Google fizeram algo raro: um experimento científico controlado (RCT) sobre IA no trabalho.
O que é RCT: você sorteia quem recebe o tratamento e quem não, compara os dois grupos, e mede a diferença. Padrão-ouro da ciência. Aqui o "tratamento" era uma IA pra redigir patentes.
133 advogados de 11 escritórios americanos, divididos por sorteio. 2/3 usaram IA por 3 meses, 1/3 não. Produção avaliada às cegas por outros advogados especializados.
Com IA ligada, todo mundo melhorou. Qualidade dos juniors subiu quase o triplo da dos seniors.
Aí tiraram a IA e pediram pra todos revisarem um documento sem nenhuma assistência. Seniors que tinham usado IA ficaram melhores que quem nunca usou (p = 0,02). Juniors? Ganho médio zero. As notas deles se bifurcaram: menos medíocres, mas mais ruins E mais bons ao mesmo tempo. Pra uns a IA acelerou aprendizado, pra outros substituiu.
O senior já tinha construído julgamento crítico ao longo de anos. Quando usava IA, conseguia avaliar as sugestões e internalizar padrões. O junior pulou essa construção. Delegou o raciocínio pra máquina. Enquanto tava ligada, funcionava. Desligou, ficou sem base.
Tipo calculadora: se você já sabe aritmética, ela te acelera. Se não sabe, você não funciona sem ela.
Expertise prévia é pré-requisito pra extrair aprendizado durável de IA. Quem mais se beneficiou foi quem menos aprendeu.
fonte: NBER Working Paper 35720, Autor et al. (set/2026)
Com base nas probabilidades calculadas pelo site chancedegol.com.br
O Flamengo tem as seguintes chances em 2026:
🏆Brasileirão: 68,1%
🏆 Libertadores: 38,2%
OU
🏆🏆 ganhar os dois: 26,0%
🏆 ganhar ao menos um: 80,3%
❌ não ganhar nenhum: 19,7%
Parabéns predestinado @gabigol !
Vou um pouco contra a corrente, aproveitando o gancho de grupo econômico. Acho que estamos vendo o primeiro caso de M&A de clubes. Há alguns modelos para o tema, inclusive o desaparecimento de uma das marcas.
Eleições. Alguns pontos para entender as pesquisas, sua dinâmica e a diferença em relação ao resultado final. Vou fazer um paralelo com o futebol.
1) Pesquisa é uma foto! Ou seja, uma imagem estática que tenta resumir o momento. Exemplo, 17a rodada do Brasileirão de 2026 (cont)
2) Presença nas eleições! O Brasil já tem 20% de abstenção! O que isso quer dizer, na média, 20% dos respondentes das pesquisas não tende a aparecer para votar. E a pergunta é considerando isso (se irá votar ou não, ou se votou nas últimas 2 eleições) a pesquisa muda?

















