@Rodrigoessente

Aquele hegeliano

Joined April 2026
Deleuze é o cara normal que quer parecer doido, enquanto Hegel é o cara doido que quer parecer normal. Só analisar. Léxico deleuziano: máquina desejante, corpos sem órgãos, desterritorialização, rizoma, máquina abstrata, devir molecular, etc. Léxico hegeliano: determinidade essente, ser-para-si, determinado de uma determinidade, suprassunção, negatividade absoluta, essência em-si-e-para-si-essente, unidade inquieta, imediatidade, ser-junto-de-si, ser-dentro-de-si, determinações-de-reflexão, Coisa em próprio, autosubistência, unidade negativa, Ideia Absoluto, espírito, razão observadora, consciência-de-si universal, idealidade, etc.
Hegel é um pensador essencialmente comunista; já Deleuze é um pensador essencialmente anarquista. Ai que reside a diferença. Não irei desenvolver.
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Finalmente alguém falando algo de substancial na filosofia
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O pensar formal sonha que vai destronar o pensar livre. Mas só sonha.
Analytic philosophers have become so desperate to defeat Hegel that they figured their last remaining option to stop his inevitable Resurrection is to go back in time and kill baby Hegel.
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Hegel ja lançou a Filosofia 2 e ainda tem uma galera na Filosofia 1. Já deu rapaziada. Esse buffet self-service de posições aí é legal, mas vamo tocar a bola para frente.
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10 teses sobre liberdade em Hegel 1. Liberdade efetiva, absoluta ou substancial é: o estar junto de si (bei sich selbst) no seu outro e produzir um mundo, isto é, o manifestar-se como afirmação e verdade de si mesmo. Liberdade em sua realidade. 2. Liberdade formal, abstrata ou em-si: a capacidade/possibilidade de abstrair todo exterior ou seu ser-aí isto é, o poder de suportar a dor infinita e se conservar afirmativamente nessa negatividade. Se identifica com a consciência em si ou Eu. Liberdade no elemento da idealidade. 3. A substância do espírito é a liberdade: o não-ser dependente de um outro e referir-se a si mesmo, assim como o suportar da dor da cisão. 4. A liberdade do espírito é uma conquista perante o outro, uma vitória do espírito sobre ele. 5. O objetivo final do mundo e do espírito é a realização da liberdade. 6. A liberdade tem a infinita necessidade de (i) levar-se a consciência e (ii) até a realidade. Donde nasce o duplo movimento do progresso da consciência da liberdade e a expansão do reino da liberdade. 7. Liberdade se efetiva por meio do ser-aí da vontade singular da pessoa, a propriedade, a primeira forma de realidade da liberdade. 8. O estado é a realização final da liberdade, do objetivo absoluto, e existe por si mesmo. 9. O estado é onde a liberdade realiza sua objetividade e se mantém nela. Por isso o estado é o objeto da história do mundo. 10. O estado forma uma comunidade de existência e quando seguimos a lei, instrumento dele, formamos uma harmonia tal que a contradição entre necessidade e liberdade desaparece.
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É muito engraçado pensar que Hegel se empolgava com a compressão que o pistão fazia e com a criação da combustão. Para Hegel, o ar é um dos quatro elementos (qualidade físicas individuais imediatamente livres) especificamente o primeiro. O ar é a universalidade abstrata, uma identidade consigo abstrata assim como a luz, mas que foi rebaixada a um momento, por isso o ar é grave (Hegel não sabe como a luz e a gravidade se comportam como sabemos hoje). Na medida em que o ar é matéria, ele oferece uma resistência, porém é uma resistência quantitativa porque ele seguia o esquema de Biot que os gases sob uma mesma temperatura e pressão se dilatam igualmente, o que não é exatamente verdade, mas é uma aproximação. Hegel provavelmente estava na equação dos gases ideais. Hegel acredita que o ar pode ser posto como intensivo, isto é, pode ser levado a tal ponto que o fora-um-do-outro espacial é suprassumido, deixando de ser quantitativo (e quebrando com um paradigma da matéria). Isso acontece pela força mecânica de comprimir ar do cilindro com um pistão, que se ajusta e, com o combustível, se imprensa o pistão para dentro, fazendo do ar comprimido uma faísca. Para Hegel, esse processo revela a natureza do ar, a saber, que ele é o universal idêntico consigo consumidor. É precisamente esse experimento empírico que prova a passagem do ar para o fogo porque produz uma inquietação para-si-essente. Só que na época de Hegel ainda não existia carro. A parte engraçada é que Hegel considerava esse fenômeno uma das "mais belas descobertas" (Enciclopédia §282 Adendo).
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Por isso todas as críticas conservadoras e românticas ao capitalismo se tornam pueris. Como Marx coloca, há um desdobramento necessário nessas categorias historicamente constituídas. Esse progresso ou desdobramento é a revelação de sua verdadeira natureza que torna impossível o reformismo ou a mitigação.
“El deseo de que el valor de cambio no se desarrolle en capital, o que el trabajo que produce valor de cambio no se vuelva trabajo asalariado es tan piadoso como estúpido” - Marx. Grundrisse (Cuaderno sobre el dinero)
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Canetou
"Se não acreditarmos em nada só porque não podemos conhecer todas as coisas certamente, seremos tão sábios quanto aquele que não utiliza suas pernas, mas fica parado até morrer, só porque não tem asas para voar." — John Locke, *Ensaio sobre o Entendimento Humano* I, 1, §6.
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"Os escolásticos sustentavam que à potência infinita do ser corresponde o Ens omnimodo indeterminatum, do qual ela procede: eles entendiam este não como algo que de algum modo já existe, mas antes, como diziam, como aquilo que existe enquanto tal. Esse Ens dos escolásticos era algo inteiramente morto — do qual, por essa mesma razão, só era possível uma progressão nominal, partindo do gênero conceitual supremo, Ens in genere, passando pelo gênero e pela espécie do ser, até o Ente composito, simplici, e daí às classes particulares de essência que seriam ulteriormente determinadas. [...] Mas a potência infinita do ser — ou aquele conteúdo imediato da razão que possui a capacidade infinita de ser (das unendliche Seynkönnen) — não é apenas a possibilidade de existir; ela é também o prius imediato, o conceito imediato do próprio ser" Schelling - Grounding of Positive p. 133 (State University of New York Press, 2007)
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"Não-instancia goodmonkey-properties" Voei eheheheh
Realismo moral naturalista/ateísta é tipo "Não, você não pode matar, porque senão você viola Richard Dawkins e assim não-instancia goodmonkey-properties o que é Big Bangisticamente condenável".
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Só acerta esse alemão
Leibniz critica os cartesianos por negligenciarem o papel da percepção (unidade de sensações) e focarem apenas na apercepção e nas percepções que nos apercebemos, ignorando até que as percepções muito pequenas para apercebermos são cruciais para a nossa vida e individuação. Mesmo a percepção comum e a percepção aperceptiva contêm elementos de potencialidade que são irredutíveis que está sendo apercebido, porque a percepção sempre visa mais do que o que está presente (apetição).
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Acho que essa linha que David está indo apresenta ótimos casos contra a conversão por milagres no contexto de uma religião exclusivista.
Amigo meu @rian_vlbt mencionou este evento interessante idêntico ao "Milagre de Fátima" mas no contexto budista: "Em 1998 ocorreu na Tailândia um caso budista muito interessante para comparar com Fátima, porque não se tratou apenas de uma visão privada, mas de um **fenômeno...
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Parece que a razão não é tão majestosa assim
Under the guidance of my confessor (for I was wracked with OCD/scruples about the scandal I’ve caused), I privated certain videos which I deemed most likely to cause people to sin. In Catholicism, causing others to sin (under certain conditions) is itself a sin. (Contd. below)
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É difícil classificar Hegel como alguma coisa, porém eu não sou avesso aos nomes comuns contanto que se coloque ressalvas. Idealismo absoluto é um nome interessante para o idealismo de Hegel, porém isso só vale se tivermos a compreensão do absoluto como sujeito e idealismo como termo extrínseco a filosofia de Hegel. Não podemos pensar que o idealismo absoluto de Hegel está baseado no absoluto ou que para no absoluto porque Hegel dedica partes de sua filosofia a criticar a noção de absoluto, pelo menos como concebida até então. O absoluto é identidade absoluta, todas as suas partes são idênticas a totalidade e, por isso, ele retorna a uma simplicidade consigo. O absoluto é o abismo das coisas finitas ao mesmo tempo que é seu fundamento, ele que dá a subsistência a elas e também é onde elas se resolvem e desaparecem. O problema fica claro: toda determinação ao absoluto é externa a ele e o finito não ganha sua individualidade própria, eis aí o defeito da filosofia espinosista. É necessário uma reflexão imanente que é própria do sujeito e é necessário colocar o princípio de individualidade que encontramos em Leibniz. Porém, a mônada leibniziana ainda se fecha uma idealidade abstrata, para Hegel é necessário que o absoluto seja sujeito para que coloque nele o elemento da cisão e do achar-se de si nessa cisão. Por isso que, a grosso modo, quando Marx fala que tudo é aparecimento da ideia absoluta ele está simolisifcando a história para fazer parecer que tudo é só uma aparência com subsistência proveniente do absoluto, um aparecimento da necessidade absoluta. No caso da ideia absoluta, o aparecimento ainda está na unidade com ela mesmo na forma da extrusão porque esse movimento consistiu a autoprodução eterna dela. O sujeito desce até o finito e efetivo e interpenetra ele de tal modo que ele contém em si a infinitude, mesmo que numa abstração.
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Reiterando mais uma vez: o ser puro de Hegel não é o ser lógico ou o ser comum. 1) O ser lógico é um conceito, o ser puro de Hegel não é. Ele seria um conceito vazio ou pensar vazio, isto é, nenhum conceito ou pensar. Ele não é de forma alguma uma representação. 2) O ser comum não repugna a adição, o ser puro de Hegel sim. 3) O ser comum suporta uma diferença ou reflexão, o ser puro de Hegel é sempre desigual frente ao outro e não possui diversidade nem dentro e nem fora. 4) O ser puro hegeliano não tem estrutura predicativa, o ser lógico possui. 5) O ser puro hegeliano é imediato, o ser lógico é mediado em relação a abstração. 6) Ser puro não é comum a todas as coisas, na verdade ele nem pode ser. Se tem algo que fica no fundamento de todas as outras determinações é a unidade do ser e do nada, não o mero ser (do contrário não haveria passagem, outro, etc.)
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256 anos de Hegel, o homem que lançou a filosofia 2. "O julgar-se pelo qual a ideia se reparte nas duas aparições (§§ 575-576) as determina como manifestações suas (as da razão que se sabe), e o que se reúne nela é que a natureza da Coisa — o conceito — é o que se move para a frente e se desenvolve; e esse movimento é igualmente a atividade do conhecimento, a ideia eterna essente em si e para si, que eternamente se ativa, engendra, e desfruta, como espírito absoluto." (Enciclopédia §577)
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Interessante
It's the countdown now: For Margin Notes vol. 2, @gruidae_james has collected and translated a series of texts by Horkheimer and Adorno related to the former’s unrealised project to write a book on dialectical logic.
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A marca da liberdade é o poder de suportar a dor Para Hegel, o sujeito é a negatividade absoluta enquanto um conservar-se em si mesmo, ou a negação da negação enquanto identidade consigo. A característica da negatividade absoluta é essa cisão: a cisão que retorna para si, mas que permanece uma cisão. Como esse conservar-se na cisão, o sujeito é necessariamente aquele que é capaz de suportar a dor, a dor de separar-se de si mesmo. Por isso, o sujeito é livre e ideal. É ideal; pois é a infinitude autorrelacionante cuja diversidade encontra-se sob si mesmo. É livre; pois seu cindir-se de si mesmo é só a expressão de sua negatividade que é o pôr de si mesmo e o movimento de si junto de si. É livre precisamente porque não é dependente do outro. A dor da cisão é a dor infinita. Ultrapassar esta dor e afirmar a si mesmo é o que constitui a atuosidade do espírito.
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Todas as críticas ao capitalismo que vêm da esquizoanálise e da psicanálise se não são falsas, são pelo menos pueris. Quando não se consegue acessar uma teoria do estranhamento/alienação, o que sobra são essas pseudo-críticas. Uma das piores coisas que foram acontecer com a dialética foi o sequestro que a psicanálise fez (quer dizer, tentou). Psicanálise, assim como os pós-estruturalistas, quer fingir que não é só um pensar formal de baixo clero.
"rhizomatic simulacra" shut yo goofy ass up
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