
Doutor em economia, Cientista de dados, Professor @Insper, Pesquisa @SejaIDP, Sócio @AEDConsultingBR, membro @MensaBR. Divulgo ciência. Opiniões são pessoais.
Brazil, São Paulo
Joined July 2011
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AH PQ CRAVEI OS 2 TURNOS COM 1% DE APURAÇÃO BLABLABLA
Isso outras pessoas também fizeram. Orgulho maior pra mim ainda é ter cravado, em 2020, a motivação do assassinato de Marielle.
Mostrando que o governo Bolsonaro não prendeu os mandantes pq não quis.
nitter.cf/ro_mahl/status/1772011…
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Sabe quanto seria o IVA sem tantas exceções? Perto de 22%. Com as isenções para vários bens e setores, a alíquota padrão vai ficar perto de 30%. Isentar alguns significa cobrar mais de outros. São escolhas, e algo bom da reforma é que agora elas ficam visíveis.
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relaxa eduardo eu tbm não vi mais meu pai depois que ele foi entubado, inclusive não tive nem oportunidade de ver o corpo dele depois que ele faleceu, tudo isso enquanto seu pai tava passeando de jetski, caçoando de vítimas da covid e negando vacina, acho que você sobrevive
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Announcing three major scientific discoveries, one each in mathematics (harmonic analysis), computer science (complexity theory), and physics (quantum field theory).
AI starting to help us improve our understanding of the universe! openai.com/index/building-sc…
Vou postar depois um thread explicando o nosso método, com algumas ilustrações. O nosso método não é bayesiano nem Monte Carlo.
É um modelo de transferência de votos. 🧵 1/4
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O Brasil elegeu um número recorde de parlamentares e governadores de direita. Até em Pernambuco, quem venceu foi a opositora do candidato apoiado por Lula. Mas tem quem ache que o nome Bolsonaro não é o problema. É um nível de cegueira que nenhum argumento consegue alcançar
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Terminamos de analisar os logs de urna do próprio TSE. (resultado das 06:40)
Para cada seção, contamos quantos votos entraram depois das 17h e quantos desses eleitores foram habilitados sem biometria. Os logs são públicos e qualquer pessoa pode conferir.
Analisamos os logs de 497.895 de 497.897 seções do Brasil (sem o exterior); as 2 restantes não têm log no site do TSE. Em seções onde a urna foi trocada durante o dia, lemos só o log da última urna; por isso 0,1% dos votos não entram na conta.
Resultado: 0,03% dos votos foram registrados depois das 17h (34.330 votos). Desses, 15,9% foram sem biometria (5.469 votos), contra 12,4% antes das 17h.
Atenção ao comparar: a hora acima é a do registro do voto, e a habilitação sem biometria demora mais (em média 67 s, contra 29 s com biometria). Por isso, parte de quem foi identificado antes das 17h só votou depois. Pela hora em que o eleitor foi identificado, 13,1% dos votos após 17h foram sem biometria (3.359 de 25.676), contra 12,4% antes das 17h.
Estados com maior fatia de votos depois das 17h: RO (0,06% dos votos após 17h, 9,4% deles sem biometria); DF (0,05% dos votos após 17h, 11,6% deles sem biometria); RR (0,05% dos votos após 17h, 11,0% deles sem biometria).
5.244 seções tiveram votos sem biometria registrados depois das 17h (3.195 pela hora da identificação) e foram sinalizadas, para comparar o resultado delas com o das demais.
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Flávio Bolsonaro perde por 4,4 milhões de votos e não reconhece a derrota.
Só confirma por que, assim como o pai, não pode ser eleito. O DNA golpista é a maior marca da família.
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- Lula percebe que óculos de FHC caiu, se abaixa e pega
- FHC passa faixa para Lula
- Ambos apertam a mão
O Bolsonarismo acabou com isso
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Essa sombra que se apodera da mente e do coração das pessoas nas eleições presidenciais precisará ser combatida em algum momento.
Qualquer presidente deverá governar para todos buscando melhorar o país em geral. Famílias cortadas ao meio, amizades rompidas, vizinhos inimigos declarados... são sinais de um ambiente cultural mais próximo do que se espera ver em uma guerra civil. Não é o que se esperava de uma democracia funcional com eleições rotineiras a cada quatro anos.
A saída fácil seria culpar o brasileiro, nossa personalidade, nossas preferências, ou algo do tipo. Mas nós votamos em eleições de menor escala sem que nossos ânimos sobre políticos transbordem desse jeito para os vínculos pessoais.
Faria sentido atacar pessoas próximas para defender um prefeito, um vereador? Um governador que seja? Claro que não, e é muito raro ver as pessoas dominadas por esse espírito de guerra nessas eleições menores. O brasileiro é o mesmo, a urna é igual, as regras também.
É na eleição federal o problema. Aquela que nosso voto é mais irrelevante, diluído em 158.000.000 de outros votos potenciais. É por esses 0,00000001% de impacto que muitos se dispõem a trazer para o nível dos afetos pessoais as lutas mais vis que ocorrem em Brasília.
Nós ainda somos uma democracia muito jovem, completamos agora pouco 40 anos de vida. Estamos no início dos trabalhos de construir uma cultura democrática mais forte.
Houve avanços em vários níveis. Mas precisamos traçar linhas de separação em algum momento. Criticar políticos seja ele quem for é um direito de todo cidadão e que é fundamental para a política avançar. Pegar a raiva dessas críticas que deveria ir para cima, e apontá-las para seu vizinho, familiares, amigos, é uma escolha possível. Mas ela não é nem necessária, nem produtiva para o desafio cultural que temos pela frente.
Em algum momento no futuro os candidatos à presidente precisarão se cumprimentar no começo e no fim do debate. Em algum momento no futuro precisaremos voltar a cumprimentar o outro pela vitória e desejar um bom governo. Sim, parece muito distante agora, mas é um esforço coletivo. Outros países conseguem, vamos conseguir também.
Na escala individual, o esforço começa distribuindo o peso da responsabilidade na proporção certa. O peso da responsabilidade do político pelo que ele faz é alto. O peso da responsabilidade de quem deu um voto nele é 0,00000001%. Um sorriso de um desconhecido qualquer na rua melhorará seu dia mais do que o voto dele teve de impacto nessa eleição, e isso seria verdade tanto faz em quem a pessoa que sorriu para você votou.
Eu não me sinto representado por nenhum dos candidatos. Mas nessa eleição vou me comprometer a parabenizar pela vitória os amigos e parentes próximos que eu sei que votaram no candidato vencedor, e desejar que o candidato faça valer o voto dele com um bom governo. Acho improvável de acontecer, mas ficarei feliz se estiver errado. Se nossos representantes atuais não tiverem a dignidade de fazer esse tipo de gesto, o jeito é começar de baixo para cima.
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Há uns 15 anos, eu participava de debates para o DCE da UnB. Num contexto em que você tinha chapas do PCO, PSTU, PSOL e PT, meu grupo de centro, @liberdadeUnB, era a “direita”.
Nossa pauta era que o DCE deveria se preocupar menos a guerra do Sudão e mais com a vida do estudante. Exigir policiamento no campus, toldos nas paradas de ônibus, salas de estudo 24h, papel higiênico no banheiro, etc. Por um tempo, no mundo pré-Bolsonarismo, conseguimos ganhar 4 vezes as eleições.
Olhando pra trás, tem algo que me atordoa na situação atual do país. Não podíamos ser mais diferentes dos nossos concorrentes. Ainda assim, eu conseguia sair do debate e ir tomar cerveja com eles.
Existia o entendimento de que discordância não significava deslealdade — de que todos queríamos o melhor pros estudantes, mas discordávamos nos meios de chegar lá. Hoje, as pessoas veem o grupo oposto como inimigo.
Isso em parte reflete a mudança dos líderes dos grupos. Os líderes se radicalizaram e se veem como inimigos. Mais que isso, os grupos lucram com a polarização: porque isso impede o surgimento de alternativas.
Mas reflete também uma perda de nuance. Obviamente, não é verdade que metade do Brasil seja fascista nem que a outra metade queira transformar o Brasil em Cuba. A maioria dos brasileiros faz escolhas num conjunto de opções que eles não controlam. Eles escolhem o que parece menos pior.
E o que é exasperante é não saber como vamos (re-)construir um país com esse tipo de fragmentação. Não tenho soluções, só perguntas. Mas creio que esse deve ser o desafio da nossa geração.
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Quase sempre usando escritórios de advocacia. A @CFOAB há anos resiste a implementar mecanismos contra a lavagem de dinheiro usando contratos de serviços de advocacia.
Flávio fez transações financeiras incompatíveis com a renda, movimentou R$ 1,3 milhão em três meses e usou repasse de escritório de advocacia para quitar mansão, diz Coaf oglobo.globo.com/politica/el…
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Daqui uns anos, talvez só uns meses, veremos algum grande nome bolsonarista confraternizando com algum grande nome PTista. Eu nem duvido que na próxima década haja uma chapa formada por expoentes de ambos os lados: quem em 2010 chutaria a existência da chapa Lula-Alckmin?
Então não vale a pena se desentender com amigos e familiares por causa de torcida política. Eles, os políticos, estão lá confraternizando com putas estrangeiras e whisky de luxo.
Só sejam tolerantes, mas tolerantes de verdade, e admitam que os outros possam ter preferências eleitorais diferentes das suas. Marina foi destruída pelo PT e voltou a ser "parça" do Lula. Moro foi escorraçado por Jair, virou amigo do peito do Flávio. Alckmin virou vice do Lula, Temer era vice da Dilma...
As pessoas nas suas vidas são mais valiosas do que sua lealdade eleitoral a algum partido ou líder que nem sabe que você existe. Então tolere suas preferências eleitorais e simplesmente siga adiante. Porque os políticos seguem adiante, fácil-fácil.
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Políticos propagam o ódio contra seus adversários e no dia seguinte estão de mãos dadas, aumentando os próprios salários, blindando-se de crimes.
Já os cidadãos, que via de regra não ganham nada da política, rompem laços e criam inimizades eternas para defendê-los. Preservem-se.
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E, a depender do estado, o deputado pode ter mais de 60 assessores
Uma estrutura de pequena/média empresa. Sem a produção correspondente
Exemplo: Mato Grosso
Hoje no Brasil se um deputado ou vereador nomear 1 assessor parlamentar e o colocar para fazer a limpeza da casa dele ao invés de trabalhar na câmara, ele pode ser investigado por improbidade administrativa, sofrer cassação do mandato e ser investigado por peculato. Está correto haver punição por esse uso indevido do dinheiro público.
Porém, hoje no Brasil, se um deputado nomear 20 assessores parlamentares e colocar cada um deles para fazer um trabalho diferente de marketing pessoal do deputado, nada acontece. Podem montar o que é funcionalmente uma empresa de impulsionamento de suas redes sociais privadas pagando todos com dinheiro público, e fica por isso mesmo.
Faz sentido isso?
Entendo que não, e em algum momento precisaremos rever as regras de uso de dinheiro público para montar empresas de marketing pessoal. Seria bom o congresso discutir isso antes que os políticos-influencers sejam maioria na câmara, porque quando eles forem maioria será muito difícil fazer com que eles mesmos mudem essas regras. É questão de tempo.
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Se alguém pode ser acusado de divulgar fake news é o G1, imagino que o deputado esteja tomando medidas adequadas contra a empresa.
Um deputado processar Laura Carvalho por um post que ela apagou quando soube que a notícia era falsa só reforça a onda censura e ataques à liberdade de expressão que assombra o país. Minha solidariedade à professora.
A prof @lauraabcarvalho compartilhou matéria do G1 antes da matéria ser corrigida (correção 14h20, post 13h37). Agora está sofrendo assédio judicial de um deputado, Leo Siqueira, ameaçando processos e requerimentos por "fake news", sendo que ela apagou o post quando soube da correção. Na câmara dos deputados do estado de SP deve estar sobrando tempo e dinheiro, e faltando problemas reais, para um deputado gastar importunando e ameaçando alguém por fazer citação literal de uma notícia. Que vergonha. Minha solidariedade à professora Laura.
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No domingo iremos, pela terceira vez consecutiva, decidir entre o petismo e o bolsonarismo. A minha sensação como cidadão é de frustração e preocupação.
Frustração pela nossa apatia em relação à política, em especial da nossa elite. Fomos incapazes de construir, nos últimos anos, uma alternativa decente e competitiva que nos tirasse dessa armadilha das últimas 3 eleições presidenciais.
Vamos, mais uma vez, para um pleito a ser definido pela rejeição e não pela escolha.
A discussão de propostas, de um plano para o País e o debate de ideias foram substituídos pelos ataques baixos e pessoais ao oponente. Fica evidente a incapacidade de ambos os lados de construírem uma nação próspera.
O PT inaugurou o nós contra eles, dividindo os brasileiros, e o bolsonarismo, que nasceu já dentro dessa lógica, levou-a a um outro patamar.
A urna, que deveria ser o momento para definirmos o futuro da nação, tornou-se, para muitos, um momento de expressão de raiva.
Lula errou do início ao fim do seu mandato.
Não promoveu o diálogo com quem pensa diferente, indicou amigos para o STF, insistiu na polarização, cercou-se de um núcleo duro despreparado, foi irresponsável com as contas públicas e adotou medidas eleitoreiras de mais gasto público.
E, depois de todas essas ações, com baixa aprovação e com as limitações da idade, cometeu o maior erro: resolveu ser candidato pela 4ª vez.
Flávio, por sua vez, não tem absolutamente nada que o credencie a governar o País. Falta postura, credibilidade e competência. Foi um senador sem qualquer iniciativa produtiva na área econômica, na segurança ou na educação. É conhecido apenas pelo sobrenome e pelo envolvimento em inúmeros casos suspeitos: rachadinha, lavagem de dinheiro, proximidade com membros da milícia e com golpistas. Está cercado de conhecidos oportunistas e seu objetivo maior é conceder o indulto ao pai, condenado por tentativa de golpe.
O quadro político definido após o primeiro turno torna o meu sentimento de preocupação ainda maior do que o de frustração.
Lula, se eleito, fará seu último mandato, sem nenhum sucessor definido, tem um vice-presidente com comprovada experiência na gestão pública e, apesar de ter a oportunidade de indicar membros do STF, encontrará forte oposição no Senado.
Flávio, diferentemente, poderá se candidatar à reeleição, tem um vice-presidente desconhecido, terá uma Câmara e um Senado extremamente favoráveis e aliados comandando os principais estados brasileiros.
São alternativas totalmente distintas para quem anseia por renovação em 2030 e teme a perpetuação de uma família no poder.
Em 2018 e 2022, declarei o meu voto no segundo turno. Não foram decisões fáceis e sem ônus pessoais, pelo contrário. Nesse ano será ainda mais difícil. Entretanto, não expressar o que penso seria aceitar a ideia de que vivemos em um país onde as pessoas não são livres para emitirem a sua opinião pelo receio de serem agredidas. Não é essa nação que desejo.
Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção.
Thomas Conti retweeted
Em 43 anos, a produtividade do trabalho no Brasil cresceu 3,9%. No debate da Band de 18 de outubro, os mediadores perguntaram aos candidatos como elevá-la. Talvez seja a agenda econômica mais negligenciada do país, e ela atravessa governos. Segue o fio.

































