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Lisbon
Joined February 2009
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As pessoas estão fartas. As pessoas estão fartas que todas os problemas na sociedade sejam feitos reféns da esquerda e da extrema esquerda. Como agora no grave problema da habitação que afecta todos, e em particular a geração mais nova, mas é utilizado como bandeira exclusiva da esquerda mesmo que tenha sido exactamente essa mesma esquerda a causar o problema. As pessoas estão fartas que a esquerda atribua todos os problemas aos governos de direita e escondam as verdadeiras causas que levaram ao colapso como terem escancarado as portas a um milhão e quatrocentos mil imigrantes. As pessoas estão fartas que uma manifestação que deveria ser de todos esteja pejada de bandeiras da Palestina e de discursos de apelo à violência e exclusão de outras opiniões e credos e que não seja possível empunhar bandeiras diferentes ou discordar. As pessoas estão tão fartas do enviesamento dos orgãos de comunicação social sempre a favorecer uma minoria política e mensagens que não representam a maioria que a imprensa está a falir. As pessoas estão tão mas tão fartas que a esquerda e a extrema esquerda perderam 25 deputados na Assembleia da República e os partidos promotores dos discursos que sustentam estas manifestações e o ódio estão a extinguir-se no país. As pessoas estão fartas que tenham passado tanto tempo a dizer que o fascismo vinha da direita que não o viram chegar pela esquerda.
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Almada prepara-se para gastar mais de 20 milhões num edifício onde, há quatro anos, só previa gastar seis.
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Almada prepara-se para gastar mais de 20 milhões num edifício que, há quatro anos, só iria gastar seis. O antigo edifício da EDP, na Rua Bernardo Francisco da Costa, voltou a ser notícia não pela sua arquitetura modernista dos anos 1950, da autoria do arquiteto Francisco Keil do Amaral, nem pela assinatura do projecto de recuperação de Ricardo Bak Gordon, mas pelo valor da obra. Em 2021 a Câmara aprovou o concurso para o projeto de reconversão. Em 2022 venceu a proposta de Bak Gordon, que previa recuperar a dignidade do imóvel original e abrir uma praça pública a que o arquiteto chamou, com alguma ironia involuntária, de ‘anti-claustro’. Na altura, o tecto da obra andava pelos seis milhões de euros (o projeto de arquitetura em si saía por cerca de 239 mil). No dia 21 de Setembro de 2026 a Câmara aprovou a proposta n.º 2026-463-DPF para financiar a reconversão por empréstimo de médio e longo prazo, nos termos do artigo 51.º da Lei n.º 73/2013. A 30 de Setembro a Assembleia Municipal apreciou a matéria. Passado um mês, o resultado formal da deliberação e, sobretudo, a explicação para a subida de seis para vinte milhões de euros ainda não aparecem com clareza nos documentos públicos de fácil acesso. O objetivo mantém-se — concentrar no centro da cidade os gabinetes da vereação e da Presidência, um centro de atendimento ao público e um auditório. Serviços que, segundo a narrativa oficial, estão dispersos pelo concelho. O edifício foi comprado em 2016 por dois milhões. A conta total, com o empréstimo pedido, aproxima-se dos 22 milhões. A Câmara ainda não explicou publicamente a discrepância. Não é a primeira vez que a presidência e a vereação ganham casa nova em Almada. Já houve outra reabilitação com o mesmo destino. Desta vez promete-se um ‘anti-claustro’. Resta saber se, ao preço de 20 milhões, o espaço aberto não acaba por sair mais caro do que o edifício fechado.
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Almada prepara-se para gastar mais de 20 milhões num edifício que, há quatro anos, só iria gastar seis. O antigo edifício da EDP, na Rua Bernardo Francisco da Costa, voltou a ser notícia não pela sua arquitetura modernista dos anos 1950, da autoria do arquiteto Francisco Keil do Amaral, nem pela assinatura do projecto de recuperação de Ricardo Bak Gordon, mas pelo valor da obra. Em 2021 a Câmara aprovou o concurso para o projeto de reconversão. Em 2022 venceu a proposta de Bak Gordon, que previa recuperar a dignidade do imóvel original e abrir uma praça pública a que o arquiteto chamou, com alguma ironia involuntária, de ‘anti-claustro’. Na altura, o tecto da obra andava pelos seis milhões de euros (o projeto de arquitetura em si saía por cerca de 239 mil). No dia 21 de Setembro de 2026 a Câmara aprovou a proposta n.º 2026-463-DPF para financiar a reconversão por empréstimo de médio e longo prazo, nos termos do artigo 51.º da Lei n.º 73/2013. A 30 de Setembro a Assembleia Municipal apreciou a matéria. Passado um mês, o resultado formal da deliberação e, sobretudo, a explicação para a subida de seis para vinte milhões de euros ainda não aparecem com clareza nos documentos públicos de fácil acesso. O objetivo mantém-se — concentrar no centro da cidade os gabinetes da vereação e da Presidência, um centro de atendimento ao público e um auditório. Serviços que, segundo a narrativa oficial, estão dispersos pelo concelho. O edifício foi comprado em 2016 por dois milhões. A conta total, com o empréstimo pedido, aproxima-se dos 22 milhões. A Câmara ainda não explicou publicamente a discrepância. Não é a primeira vez que a presidência e a vereação ganham casa nova em Almada. Já houve outra reabilitação com o mesmo destino. Desta vez promete-se um ‘anti-claustro’. Resta saber se, ao preço de 20 milhões, o espaço aberto não acaba por sair mais caro do que o edifício fechado.
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Good morning ☕️
🤖 Made with AI
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Hoje, perto de Urda, em Toledo, um AVE da Renfe embateu em velocidade máxima num comboio da Iryo que estava parado — 68 mortos e mais de 100 feridos. As carruagens descarrilaram e foram projectadas por um talude de 4 metros. Não se trata de um caso isolado. Há nove meses, o desastre de Adamuz matou 46 pessoas na mesma linha Madrid-Sevilha. Ainda este ano ocorreram outros dois acidentes mortais em Barcelona e Córdova. O vídeo explica como aconteceu o acidente.
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🇪🇸 Espanha, Ministério dos Transportes agora. Já alguém culpou os sionistas?
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Da esquerda, nem boa propaganda, nem boas conspirações.
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The world is shocked to discover that 2 million Arabs live in Israel, have parties, vote, and elect deputies in the Knesset. Imagine when they discover that they also fight in the IDF to defend the country.
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No momento em que escrevo, com cerca de 93% dos boletins regulares apurados, o bloco de Netanyahu (Likud, ultraortodoxos e extrema-direita) projecta-se em torno dos 53 lugares. O bloco da oposição liderado por Gadi Eisenkot fica nos 48. Os partidos árabes (Lista Conjunta e Ra’am) sobem para cerca de 19 lugares, quase o dobro do que tinham. A afluência bateu nos 77,7%, a mais alta desde 1999. O Likud continua a ser o maior partido individual, mas o mapa é o de um empate técnico com cheiro a mais semanas de negociações, promessas e o ritual israelita de tentar montar uma maioria que ninguém parece ter. No plano externo, o prolongamento da incerteza política em Jerusalém tem efeitos práticos que vão muito além da aritmética do Knesset. Washington, Riad e Abu Dhabi ficam com um interlocutor interino cujo mandato está permanentemente sob ameaça de colapso, o que complica qualquer tentativa séria de avançar com acordos de normalização ou com uma gestão coordenada do dossier iraniano. Em Gaza e no Líbano, o facto de não existir um governo com maioria clara reduz a capacidade de Israel de fechar um acordo de cessar-fogo com garantias de longo prazo ou de negociar a reconstrução com actores externos. Para os aliados europeus, o impasse traduz-se em mais um ciclo de declarações genéricas e de pressão diplomática sem destinatário estável. Em suma, o ritual interno de tentar formar governo com 61 cadeiras tem o efeito colateral de manter a região em suspenso e de lembrar a todos que, em Israel, a política externa é quase sempre refém da aritmética interna.
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‘If you knew M&M, 1 to 4 of the package, you eat and it explodes in your mouth and you die, would you still buy the M&Ms regular because of the chocolate?’
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Apartheid strikes again.
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Há exactamente três anos, na noite de 27 de Outubro, a IDF atravessou a fronteira e deu início à invasão terrestre de Gaza. Hoje, Israel foi às urnas pela primeira vez desde então. A coincidência não passa despercebida, o dia em que as tropas entraram para 'destruir o Hamas' coincide com o dia em que os eleitores decidiram se o homem que as mandou entrar continua a mandar. As sondagens à boca da urna apontam para um empate técnico entre o bloco de Netanyahu e a oposição liderada por Gadi Eisenkot, o que, em Israel, significa mais umas semanas de negociações, promessas e o habitual ritual de tentar formar governo com 61 cadeiras que ninguém parece ter. Enquanto isso, Gaza continua lá, o Norte também, e a pergunta que o eleitorado israelita teve de responder hoje é menos sobre o que aconteceu a 27 de Outubro de 2023 e mais sobre se está disposto a continuar a viver com as consequências ou se prefere experimentar outra gestão do mesmo problema.
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As sondagens à boca das urnas das eleições em Israel confirmam que Benjamin Netanyahu e o Likud saíram à frente como o maior partido individual, com projecções que oscilam entre 24 e 27 lugares (ou 30, segundo o canal mais favorável ao primeiro-ministro). Gadi Eisenkot e o Yashar ficam logo atrás, entre 19 e 23. O problema, como de costume em Jerusalém, não está no partido maior, mas na aritmética dos blocos. O bloco de Netanyahu (Likud, partidos haredi e extrema-direita) projecta-se entre 50 e 55 lugares na maioria das sondagens. O da oposição liderada por Eisenkot anda pelos 49-53. Os partidos árabes, com uma participação recorde, chegam a 16-18 lugares e transformam-se nos grandes vencedores da noite, ou, pelo menos, nos que mais complicam a vida a toda a gente. Nenhum dos dois campos principais chega aos 61 lugares necessários para formar maioria absoluta. Formar governo vai ser, mais uma vez, um exercício de contorcionismo. O Likud pode ser o maior partido e, por tradição, o Presidente deve entregar o mandato primeiro a Netanyahu. Só que a matemática não ajuda e os parceiros naturais trazem exigências que já fizeram cair a coligação anterior. Os partidos haredi (Shas e Judaísmo Unido da Torá) são incontornáveis e voltam a condicionar o apoio a uma lei que regule (na prática, isente) o serviço militar dos estudantes de yeshiva. Foi precisamente esta questão que levou estes partidos a abandonar o governo em 2025 e a precipitar as eleições. O Supremo Tribunal continua a exigir o cumprimento das obrigações de recrutamento e qualquer solução terá de passar o crivo judicial — algo que Netanyahu promete, mas que já se revelou difícil de entregar. Do outro lado, a extrema-direita (Otzma Yehudit de Itamar Ben-Gvir e Sionismo Religioso de Bezalel Smotrich, desta vez separados) exige pastas importantes. A oposição, por seu lado, recusa-se a entrar em qualquer fórmula liderada por Netanyahu. Eisenkot já rejeitou inclusivamente um governo de rotação. Os partidos árabes, apesar do seu peso, não são parceiros naturais do bloco de direita e a maior parte da oposição também os exclui de uma coligação formal. Resta a hipótese de um governo minoritário apoiado por abstenções, ou de semanas (ou meses) de negociações que podem acabar em novas eleições — um filme que Israel já viu várias vezes entre 2019 e 2022. Resumindo, o Likud pode celebrar ter sido o maior partido, mas a vitória parece mais um empate técnico com complicações conhecidas. Os números finais oficiais ainda estão a ser apurados e podem alterar um ou dois lugares, mas o essencial já está revelado.
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Israel votes today — what’s at stake? 7.3 million Israelis are eligible to vote in these legislative elections, the first electoral process since 7 October 2023. Among them, about 1.16 million are Arab citizens, roughly 18% of the electorate, although they represent around one-fifth of the population. Historically they turn out less than Jewish voters; this time polls point to turnout in the 60-63% range. It may be shocking for many to discover this fact, but in Israeli democracy Arabs can vote. Voting is strictly in-person and on paper. Each voter receives a blue envelope, chooses a ballot slip with one or two Hebrew letters (or Arabic ones) representing the party list, and places it in the ballot box. There is no electronic voting, no machines, and no mobile app. In a country that prides itself on being the “Start-up Nation” and on exporting cutting-edge military technology, elections are still done on paper. They say it is safer and more auditable. After recent election controversies around the world, it might be worth reflecting on this. The main candidates are Benjamin Netanyahu, 77, the longest-serving prime minister in the country’s history, who leads Likud and the religious and ultra-Orthodox right bloc (Ben-Gvir, Smotrich, Shas, United Torah Judaism). On the other side is Gadi Eisenkot, 66, former Chief of the General Staff, whose son died in Gaza. He leads Yashar, a new centre-right party that promises a commission of inquiry into 7 October and the incorporation of the ultra-Orthodox into military service. There are also Naftali Bennett and Yair Lapid united in B’Yachad, plus Avigdor Lieberman and Yair Golan. Neither of the two major blocs has a clear path to 61 seats in the polls. The most likely outcome is that the Arab parties (Ra’am and the Joint List) will once again be the kingmakers — or that no government is formed and the country heads to new elections. The dominant themes are 7 October and responsibility for it, military service for the haredim (who remain exempt while secular and national-religious Israelis serve), the cost of living, judicial reform and, in the background, what to do about Gaza and Iran. The two-state solution barely appears. Gaza’s reconstruction does not appear either. The debate is overwhelmingly internal. The regional and international importance is obvious and, at the same time, relative. The Middle East knows Israeli democracy well. The rest of the world does not.
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Ignorance about Israel, and in particular about the elections taking place tomorrow, persists in the media and among various commentators on television. I wrote a summary of some basic facts that they should know before talking nonsense. In Israel, the prime minister is not elected. Nor is the deputy for the neighbourhood, the city or the region. The voter chooses a closed list from a party or an alliance, and with that single act contributes to the distribution of the 120 seats in the Knesset. The whole country functions as a single constituency. There are no districts, no territorial representation, no “my deputy”. There is the entire nation, fragmented into ideological, religious and communal preferences, and a system that takes this fragmentation very seriously. The Knesset is unicameral and the term is theoretically four years. In practice, it rarely reaches the end. Elections are general, national, direct, equal, secret and proportional, exactly as the Basic Law requires. Proportionality, however, has a filter — the electoral threshold of 3.25% of valid votes. Below that, the list disappears and the votes vanish. They are not transferred to anyone. In 2022, around 420,000 votes (almost 9% of the valid ones) were lost this way. Those who clear the barrier receive seats in proportion to the votes obtained. The calculation is done in two stages. First, the votes of all the lists that passed the threshold are added up and divided by 120. This gives the “quota”, the approximate number of votes needed for one seat. Each list is allocated the whole seats it is entitled to. The remaining seats (the residuals) are then distributed by the Bader-Ofer method, a variant of D’Hondt that slightly favours the larger parties. Before the elections, two lists can also sign a surplus-vote agreement and their remainders are combined to compete for those last seats. The agreement is purely mathematical. It does not require any subsequent political understanding. Since no party has ever won, alone, the 61 seats needed for an absolute majority, the real game begins after the count. The President consults the parties and entrusts a deputy with trying to form a government. That deputy has a limited period (28 days, extendable up to a maximum of 42) to build a coalition. The small parties suddenly become decisive; with four or five seats they can demand ministries, funds or programmatic commitments in exchange for their support. The result is almost always a fragile balance. When it collapses, the Knesset is dissolved and people return to the polls — a routine that has become almost institutional. The system maximises the representativeness of a complex society and minimises governmental stability. It is proportional to excess, and the price is paid in endless negotiations and governments that live under the permanent threat of collapsing. For some, it is the most faithful expression of Israeli plurality. For others, it is a mechanism that turns governability into a continuous exercise in balancing. Both may well be right.
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Reality strikes again.
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Israel vota hoje — o que está em causa? 7,3 milhões de israelitas estão aptos a votar nestas legislativas, o primeiro acto eleitoral desde o 7 de Outubro de 2023. Entre eles, cerca de 1,16 milhões são cidadãos árabes, aproximadamente 18% do eleitorado, ainda que representem um quinto da população. Historicamente votam menos do que os judeus, desta vez as sondagens apontam para uma afluência na casa dos 60-63%. Deve ser chocante para muitos descobrir este facto mas na democracia israelita os árabes podem votar. O voto é estritamente presencial e em papel. Cada eleitor recebe um envelope azul, escolhe um boletim com uma ou duas letras hebraicas (ou árabes) que representam a lista partidária e mete-o na urna. Não há voto electrónico, não há máquinas, não há aplicação no telemóvel. Num país que se orgulha de ser a ‘Start-up Nation’ e de exportar tecnologia militar de ponta, as eleições continuam a ser feitas em papel. Dizem que é mais seguro e auditável. Depois de recentes casos de eleições no mundo, se calhar era interessante reflectirmos sobre isto. Os principais candidatos são Benjamin Netanyahu, 77 anos, o primeiro-ministro mais longevo da história do país, lidera o Likud e o bloco da direita religiosa e ultraortodoxa (Ben-Gvir, Smotrich, Shas, Judaísmo Unido da Torá). Do outro lado está Gadi Eisenkot, 66 anos, antigo chefe do Estado-Maior, cujo filho morreu em Gaza. Lidera o Yashar, um partido novo de centro-direita que promete uma comissão de inquérito ao 7 de Outubro e a incorporação dos ultraortodoxos no serviço militar. Há ainda Naftali Bennett e Yair Lapid unidos no B’Yachad, Avigdor Lieberman e Yair Golan. Nenhum dos dois grandes blocos tem, nas sondagens, caminho claro para os 61 lugares. O mais provável é que os partidos árabes (Ra’am e a Lista Conjunta) voltem a ser o fiel da balança — ou que não haja governo e sigam para novas eleições. Os temas dominantes são o 7 de Outubro e a responsabilidade por ele, o serviço militar dos haredim (que continuam isentos enquanto os seculares e os religiosos nacionais cumprem), o custo de vida, a reforma judicial e, em segundo plano, o que fazer com Gaza e o Irão. A solução de dois Estados praticamente não aparece. A reconstrução de Gaza também não. O debate é sobretudo interno. A importância regional e internacional é óbvia e, ao mesmo tempo, relativa. O Médio Oriente conhece bem a democracia israelita. O resto do mundo é que não.
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